Começa concílio para escolher patriarca ortodoxo russo

Sucessor de Alexei II será eleito por 711 delegados de 64 países reunidos em Moscou a partir desta terça

Agências internacionais,

27 de janeiro de 2009 | 11h45

O concílio geral que deve escolher o novo patriarca da Igreja Ortodoxa Russa iniciou nesta terça-feira, 27, seus trabalhos na Catedral de Cristo Salvador, em Moscou, com uma missa em lembrança de Alexei II, que morreu no dia 5 de dezembro. Um total de 711 delegados de 64 países participarão da eleição, que é secreta e que acontece a portas fechadas. Cada uma das 157 dioceses da Igreja Ortodoxa Russa conta com uma delegação de três membros: um sacerdote, um representante monacal e outro dos fiéis. Pela primeira vez desde a reunificação da Igreja Ortodoxa Russa e da Igreja Ortodoxa no Exterior em 2007 participam também delegados das dioceses estrangeiras. Os candidatos principais são os arcebispos Kiril, de Kaliningrado e Smolensk, Kliment, de Kaluga e Borovsk, e Filaret, de Minsk e Slutsk.  Alexei II foi um dos responsáveis pelo movimento de retomada da fé religiosa depois da queda da União Soviética. Nomeado patriarca em 1990, pouco antes da queda do comunismo, ele enfrentou a repressão brutal de um regime oficialmente ateu. Durante o governo de Josef Stalin, muitos sacerdotes foram mortos ou enviados a campos de trabalhos forçados, e catedrais foram destruídas. O patriarca aprofundou de maneira significativa o papel da Igreja no cotidiano da Rússia. Durante os governo dos presidentes Boris Yeltsin e Vladimir Putin, o patriarca foi responsável por erguer e restaurar catedrais e introduzir a educação religiosa ortodoxa nas escolas públicas, tornando-se uma voz destacada nos debates sobre moralidade. Apesar de o número de frequentadores nas igrejas ter permanecido baixo, os russos cada vez mais se identificam como fiéis da Igreja Ortodoxa russa, entre eles o próprio primeiro-ministro Vladimir Putin. As relações entre o patriarca e o Vaticano foram tensas. Ele não permitiu que o papa João Paulo II visitasse a Rússia. No ano passado, depois de Putin ter escolhido Dmitri Medvedev como seu sucessor na presidência, Alexei II abençoou a decisão pela televisão.  (Com O Estado de S. Paulo)

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