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Começa segundo turno das eleições regionais francesas

O pleito pode confirmar a derrota do partido de centro-direita do presidente Nicolas Sarkozy

EFE

21 de março de 2010 | 06h53

Os franceses vão votar, neste domingo, no segundo turno das eleições regionais, no qual se prevê uma elevada abstenção e que, segundo todas as pesquisas, pode confirmar a derrota do partido de centro-direita do presidente Nicolas Sarkozy.

 

A esquerda, liderada pelo Partido Socialista (PS), parte como a grande favorita para ficar inclusive com o total dos Conselhos Regionais do país (22 na França e 4 nos territórios de ultramar).

 

Os líderes da direita francesa, ameaçados por uma derrota histórica neste segundo turno, centraram seus últimos discursos de campanha na segurança, mais ainda após o tiroteio com um comando da ETA no qual morreu um policial na terça-feira passada.

 

No primeiro turno, com uma abstenção de 53,6%, os socialistas (29,5% dos votos) ficaram na frente da UMP de Sarkozy (26,3%) e poderão se apoiar nos ecologistas (12,5%) e na Frente de Esquerda dos comunistas (6,1%).

 

O Partido Socialista (PS) francês e os verdes da Europe Ecologie fizeram um acordo nacional para apresentar listas conjuntas em quase toda a França neste segundo turno.

 

O acordo, que conta com o apoio da Frente de Esquerda, exclui a região da Bretanha (oeste do país), onde o presidente socialista Jean-Yves Le Drian não aceitou negociar, já que acredita em conquistar sozinho o poder.

 

Os 44,2 milhões de franceses com direito a voto neste pleito, os últimos antes da grande reunião das presidenciais de 2012, deverão escolher os 1.880 conselheiros que administrarão as regiões durante os próximos 4 anos.

 

Os Conselhos Regionais são formados por assembleias nas quais se adotam decisões que afetam fundamentalmente o desenvolvimento econômico dos territórios e têm uma intervenção fundamental no planejamento e financiamento dos transportes públicos.

 

A maior parte de seu orçamento se destina a despesas de pessoal e infraestruturas educativas, aos transportes e à formação profissional e, embora sem competências tão amplas como as Comunidades Autônomas espanholas ou os "länder" alemães(estados federados), podem ser decisivos para o Governo central.

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