Começam eleições gerais na Ucrânia

Ao todo, 20 partidos, movimentos e coalizões participam das eleições gerais

EFE,

30 de setembro de 2007 | 04h55

As seções eleitorais na Ucrânia abriram neste domingo, 30, às 7 horas pela hora local (1 hora em Brasília) para as eleições antecipadas para a nova Rada, o Parlamento unicameral da república ex-soviética no Leste Europeu. As eleições são realizadas segundo o sistema proporcional, por listas de partidos, e serão válidas se o comparecimento eleitoral superar 50% dos mais de 37 milhões de eleitores ucranianos. Ao todo, 20 partidos, movimentos e coalizões participam das eleições gerais. Eles devem obter mais de 3% dos votos para superar a cláusula de barreira e formar bancada entre as 450 cadeiras da Rada. As pesquisas boca-de-urna realizadas durante a votação serão divulgadas logo depois do fechamento das urnas, que acontecerá às 22 horas hora local (16 horas em Brasília). Em 2004, eleições presidenciais na Ucrânia foram contestadas por suspeitas de fraude que levaram a uma crise institucional que durou quatro meses. Desta vez, pleito terá a observação de 3.355 representantes de 17 países e 24 organizações internacionais, entre elas o Parlamento Europeu e as assembléias da OSCE e da Otan. O presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, assegurou na noite de sábado, ao país que a votação será "honesta e livre", e seus resultados serão "inquestionáveis". Yushchenko tinha garantido recentemente uma votação "transparente" ao presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, e ao Alto Representante para a Política Externa e de Segurança da União Européia, Javier Solana. As eleições antecipadas foram convocadas para diminuir a crise política desde abril, após a troca de partidos de deputados da oposição para a base governista, formada na Rada pelo Partido Regiões da Ucrânia, do primeiro-ministro Viktor Yanukovitch, com os comunistas e socialistas. O partido de Yanukovitch lidera as pesquisas de opinião, com 30,9% das intenções de voto. A base de apoio de Yanukovitch é formada por políticos de orientação ideológica de esquerda e orientação geopolítica pró-russa. Os ucranianos que moram no exterior poderão votar em 115 seções eleitorais em embaixadas, consulados e outras entidades credenciadas. No Brasil, a principal comunidade de imigrantes ucranianos e descendentes fica no Paraná, especialmente na região metropolitana de Curitiba.

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