Comissão propõe imigração para alavancar economia francesa

Jornal diz que mão-de-obra estrangeira é um fonte de "criação de riqueza e de crescimento" para o país

Efe,

10 de janeiro de 2008 | 13h33

O recomeço da imigração para estimular o crescimento econômico da França é uma das principais e provavelmente mais polêmicas propostas que a Comissão Attali apresentará este mês ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, informa nesta quinta-feira, 10, o jornal Le Figaro. Sarkozy encarregou a comissão, presidida por Jacques Attali, ex-assessor do falecido presidente socialista François Mitterrand, de propor medidas para "libertar" o crescimento da economia.   Desde 2002, como ministro do Interior, Sarkozy defende um controle dos fluxos migratórios e, em entrevista coletiva na terça-feira, reiterou sua vontade de estabelecer cotas. O presidente francês, partidário da "imigração seletiva", quer reequilibrar a imigração para reduzir a entrada no país de imigrantes que procedem da reunificação familiar.   O relatório da Comissão Attali, que incluirá mais de 300 propostas e cuja redação está sendo concluída, será entregue ao chefe de Estado no dia 23 de janeiro, de acordo com o jornal, que teve acesso ao texto.   O grupo considera que a imigração é um fator de desenvolvimento da população e "uma fonte de criação de riqueza e, portanto, de crescimento". Além disso, a Comissão afirma que no futuro o país deverá recorrer cada vez mais à mão-de-obra estrangeira para enfrentar a tensão no mercado de trabalho, informa o Le Figaro. O jornal aponta ainda que os membros do grupo apóiam a idéia de a França "facilitar a concessão de vistos a estrangeiros".   Outra proposta é o desaparecimento progressivo dos departamentos, elos administrativos cuja criação é datada de 1790, e agora estão obsoletos. A Comissão acredita que a administração dos departamentos deve ser transferida para as regiões e as estruturas intermunicipais.   De acordo com uma nota divulgada recentemente pelo Ministério da Economia, no ano de 2015 a França deve precisar contratar cerca de 750 mil trabalhadores por ano.

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