Companhia ferroviária alemã entra na Justiça contra greve de maquinistas

A empresa ferroviária estatal alemã Deutsche Bahn vai tomar medidas legais contra um sindicato de maquinistas que realiza uma greve de quatro dias, de quinta a segunda-feira, paralisando o transporte de passageiros e de carga em todo país.

STE, REUTERS

06 de novembro de 2014 | 13h50

A Deutsche Bahn impetrou mandado de segurança em um tribunal do trabalho em Frankfurt, nesta quinta-feira, após o sindicato de maquinistas GDL ter rejeitado uma oferta de mediação e iniciado o que pode vir a ser a mais longa greve ferroviária na Alemanha do pós-guerra.

"Nós decidimos com o coração partido tomar medidas legais contra esta greve", disse Ulrich Weber, conselheiro da DB. Uma decisão do tribunal era esperada ainda para esta quinta.

Economistas estimam que uma greve ferroviária de mais de três dias pode custar à economia alemã até 100 milhões de euros (126 milhões dólares) por dia se as linhas de montagem das indústrias foram paralisadas por causa da escassez de produtos. Quase um quinto da produção alemã é transportada de trem.

Greves na Alemanha são relativamente raras, uma vez que os empregadores e os grandes sindicatos normalmente são capazes de resolver suas diferenças na mesa de negociações.

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