Comunistas, verdes e radicais foram grandes perdedores do pleito italiano

Partidos tradicionais ficaram de fora do parlamento

Efe

14 de abril de 2008 | 20h56

O voto dos italianos causou uma revolução eleitoral, que arrastou consigo dirigentes dos comunistas, dos verdes, da extrema direita e famosos deputados como o transexual Vladimir Luxuria, que ficaram de fora do Parlamento.   Veja também: Veltroni admite derrota em eleição italiana Eleições italianas para premiê entram em seu segundo dia Após 2 anos, Itália volta às urnas desiludida   À espera dos resultados finais, as parciais indicam que personalidades como Fausto Bertinotti, até agora presidente da Câmara dos Deputados, líder do partido Refundação Comunista e da lista Esquerda-Arco-Íris, não obteve os votos necessários para ser eleito deputado.   Ele, no entanto, não é o único da coalizão, que ficou de fora da Câmara, ao ser prejudicado pelos resultados. O líder verde Alfonso Pecoraro Scanio, que também concorreu, foi outro que não se elegeu. Oliviero Diliberto, líder do Partido dos Comunistas Italianos, que fazia parte da aliança Esquerda-Arco-Íris, cedeu seu posto de candidato a um operário metalúrgico. Seu nobre gesto de nada serviu, já que esse não foi eleito.   Outro que ficou de fora foi Enrico Boselli, líder do Partido Socialista, assim como Franco Grillini, presidente de honra do coletivo gay Arcigay.   Além da esquerda e dos verdes, a extrema direita ficou de fora do Parlamento. Não foram eleitos Daniela Santanche, candidata a presidente pelo La Destra, assim como seus companheiros de partido Francesco Storace (líder do grupo) e Teodoro Bontempo.   No novo Parlamento originado pelas urnas só foram eleitos, segundo os dados parciais, representantes das duas grandes listas, a conservadora de Silvio Berlusconi e a progressista de Walter Veltroni, embora também tenha tido lugar para a União dos Democratas-Cristãos (UDC).  

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