Condenado pelo atentado de Lockerbie pede nova investigação

Líbio Ali al-Megrahi foi condenado pelo ataque contra o avião da companhia aérea americana Pan Am em 1988

Efe,

29 de agosto de 2009 | 09h27

O líbio condenado pelo atentado de Lockerbie, que foi libertado de uma prisão escocesa no último dia 20, manifestou seu apoio à realização de uma investigação pública sobre o ataque contra o avião da companhia aérea americana Pan Am em 1988.

 

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Em entrevista publicada hoje no jornal escocês The Herald, Abdelbaset Ali al-Megrahi, cujo retorno à Líbia causou uma grande polêmica, considerou que é injusto que as famílias das vítimas do ataque não tenham tido esta investigação.

 

"Eu apoio uma investigação pública. Na minha opinião, é injusto para as famílias das vítimas que isso não tenha sido feito. Isso ajudaria a saber a verdade. A verdade nunca morre. Se o Reino Unido garantir, eu apoiaria muito", disse Megrahi.

 

O condenado pôde retornar à Líbia depois que o ministro da Justiça escocês, Kerry MacAskill, lhe concedeu liberdade por razões humanitárias, pois Megrahi sofre de um câncer de próstata em estado terminal.

 

Segundo o líbio, o Governo britânico quer evitar uma investigação pública porque lhe causaria "dor de cabeça" e dinheiro que "não quer gastar, por causa da recessão".

 

O condenado, que teve uma grande recepção em sua chegada a Trípoli, cumpriu oito anos de uma condenação de 27 pela morte de 270 pessoas quando o avião da Pan Am explodiu no ar sobre a localidade escocesa de Lockerbie, em dezembro de 1988.

 

Ele admitiu que sempre sonhou em voltar a seu país para ver a família, especialmente os cinco filhos.

 

"Sempre foi meu sonho voltar para minha família. Rezava todos os dias e ainda mais ao receber o diagnóstico (de câncer)", disse.

 

Megrahi foi libertado pouco depois de o Governo escocês anunciar sua libertação por razões humanitárias, após ser condenado em 2001 pelo atentado.

 

O ministro da Justiça escocês se responsabilizou pela decisão, que justificou pelo critério do sistema judiciário da Escócia, segundo o qual "a Justiça deve ser seguida, mas é preciso mostrar compaixão", pois Megrahi tem apenas três meses de vida, segundo os relatórios médicos.

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