Condenado por atentado é recebido por milhares na Líbia

Abdelbaset Ali al-Megrahi pegou prisão perpétua pelo ataque que deixou 270 mortos em Lockerbie, na Escócia

Efe,

20 de agosto de 2009 | 17h57

O líbio Abdelbaset Ali al-Megrahi chegou nesta tarde (horário de Brasília) à Líbia após ser libertado pelo governo escocês por motivos humanitários. Ele foi condenado pelo atentado de Lockerbie, na Escócia, que deixou 270 mortos em 1988. A emissora pública britânica BBC informou que Megrahi, de 57 anos e que está com câncer terminal, chegou a Trípoli às 15h30 em um avião da companhia aérea líbia Afriqiyah.

 

Segundo a cadeia privada "Sky News", o terrorista foi recebido no aeroporto por "milhares de pessoas" que seguravam bandeiras líbias e escocesas. Horas antes, o ex-detento tinha pegado o avião no aeroporto da cidade de Glasgow, na Escócia, depois que o Executivo escocês ordenou sua libertação. A decisão indignou as famílias das vítimas do atentado.

 

O líbio deixou a prisão de Greenock, em Glasgow, pouco depois do anúncio de libertação por razões humanitárias. Ali al-Megrahi foi  condenado à prisão perpétua, em 2001, pelo atentado contra um avião da Pan Am que explodiu sobre Lockerbie. Ele é o único condenado pelo ataque, em 1988, a um Boeing 747 que se dirigia aos Estados Unidos. No atentado, morreram os 259 ocupantes da aeronave - 189 deles norte-americanos - e 11 moradores de Lockerbie.

 

O ministro da Justiça da Escócia, Kerry MacAskill, tornou pública a decisão, que desafia os pedidos feitos pelos Estados Unidos para que continuasse preso. O presidente americano, Barack Obama, lamentou "profundamente" a decisão do governo escocês. MacAskill chamou para si toda a responsabilidade da decisão, a qual justificou pelo critério do sistema judiciário escocês segundo o qual "a Justiça deve ser servida, mas é preciso mostrar compaixão" em casos como este, já que ao terrorista líbio só restam três meses de vida, conforme os últimos boletins médicos. 

Tudo o que sabemos sobre:
LockerbieatentadoEscócia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.