Confiança dos italianos em Berlusconi atinge mínimo histórico

Segundo pesquisa, 45% da população apoia o primeiro-ministro italiano; aprovação do governo chega a 40%

Efe,

17 Novembro 2009 | 08h49

A confiança dos italianos no primeiro-ministro Silvio Berlusconi atingiu no mínimo histórico de 45%, segundo uma pesquisa realizada pelo instituto Ipr Marketing e publicada pelo diário La Repubblica nesta terça-feira, 17.

 

Em outubro de 2008, o premiê tinha a confiança de 62% dos italianos. Segundo a sondagem, a confiança no governo está em 40%, contra 54% do mesmo período do ano passado.

 

O estudo explica que os últimos dados confirmam a queda de popularidade iniciada ainda em janeiro tanto pelo governo como pelo primeiro-ministro. Os números sobre a confiança nos ministros revelam que o mais popular é o de Interior, Roberto Maroni, com 62% de apoio. A pesquisa mostra ainda um aumento de 4 pontos na confiança da população no opositor Partido Democrático (PD), que chegou a 41%.

 

Pesquisas de opinião mostram que a popularidade de Berlusconi entre os italianos também está caindo depois de uma série de escândalos.

 

Um dos julgamentos contra o premiê italiano, acusado de fraude em um caso envolvendo o grupo Mediaset, foi adiado para 18 de janeiro. O processo, que deveria ter sido retomado na segunda, foi suspenso para que o primeiro-ministro - com a agenda lotada para os próximos meses - possa comparecer às audiências. O caso foi reaberto depois que o Tribunal Constitucional revogou no mês passado a polêmica lei que garantia imunidade judicial para os quatro mais altos cargos do governo italiano.

 

Berlusconi é acusado de fraude tributária em compras de direitos televisivos efetuadas pela Mediaset, sua emissora de televisão. Ele nega a denúncia e acusa os juízes de agirem "com motivações políticas". Os promotores afirmam que mais de dez réus, incluindo funcionários da Mediaset e o advogado britânico David Mills, pagaram preços inflacionados por direitos de exibição na televisão de filmes norte-americanos. Eles teriam embolsado as diferenças entre os valores, em um esquema de centenas de milhões de dólares.

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