Conselho de Segurança se reúne para discutir Kosovo

Membros do conselho ainda não chegaram a um consenso sobre a independência da província sérvia

Efe,

17 de fevereiro de 2008 | 15h54

O Conselho de Segurança da ONU se reúne neste domingo, 17, a pedido da Rússia, para abordar a situação criada após a declaração de independência do Kosovo, a ex-província sérvia que busca agora o reconhecimento da comunidade internacional. Veja também:Kosovo declara independência da Sérvia'Sérvia nunca reconhecerá o Kosovo', diz presidenteRússia quer que ONU anule independência de KosovoKosovo tem explosões e tensão após independência Kosovo: independência aumenta abismo entre Rússia e OcidenteEntenda o que está em jogo em KosovoMapa: a disputa dos Bálcãs  O Conselho de Segurança, sob a Presidência rotativa do embaixador do Panamá, Ricardo Alberto Arias, deve iniciar sua reunião a portas fechadas a partir das 16h de Brasília, disseram fontes da ONU. Os 15 membros do Conselho, principal órgão de decisões das Nações Unidas, estão muito divididos a respeito do futuro do Kosovo, pois, enquanto a Rússia se opõe, Estados Unidos, Reino Unido e França apóiam a decisão das autoridades de Pristina. Em Pristina, o ex-líder guerrilheiro e agora primeiro-ministro albano-kosovar, Hashem Thaçi, anunciou no Parlamento do Kosovo a independência da Sérvia, declaração que imediatamente foi rejeitada por Belgrado. O primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, afirmou que o país lutará "sem o uso da força" para recuperar a província separatista. O Kosovo busca agora o reconhecimento da comunidade internacional, o que pode ocorrer na segunda-feira, após a reunião, em Bruxelas, do Conselho de Ministros de Assuntos Exteriores da União Européia (UE). O Conselho de Segurança da ONU já abordou há três dias esta questão, mas os membros não chegaram a um consenso. Enquanto a Rússia, tradicional aliado da Sérvia, considera que o problema do Kosovo não é de caráter somente europeu, os Estados Unidos - que sempre apoiaram as ambições separatistas albano-kosovares - consideram que sim. Para a Rússia, a declaração de Pristina representa uma "violação descarada da lei internacional" e deve ser declarada nula e inválida. Já Washington está disposto a ressuscitar o plano de paz para o Kosovo do finlandês Martti Ahtisaari, antigo enviado da ONU para a província, que em 2007 recomendou uma soberania supervisada e tutelada internacionalmente.

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