Conservadores alemães alcançam melhor resultado em pesquisa em 3 anos

O grupo conservador da chanceler alemã, Angela Merkel, obteve seu melhor resultado em mais de três anos em uma importante pesquisa de opinião publicada nesta sexta-feira, mas o resultado não deu indicações de um provável vencedor da eleição prevista para setembro de 2013.

Reuters

26 de outubro de 2012 | 18h52

O respeitado levantamento Politbarometer, encomendado pela emissora de TV ZDF, indicou que nem a coalizão de centro-direita de Merkel, nem a aliança de centro-esquerda de oposição seriam hoje capazes de formar maioria parlamentar.

A pesquisa também mostrou que 48 por cento dos alemães acreditam que a Grécia deve permanecer na zona do euro, contra 44 por cento que defendem sua exclusão. Pesquisas anteriores mostravam uma forte maioria em favor da saída da Grécia da união monetária.

Merkel, em geral elogiada na Alemanha pela forma como conduz a crise na zona do euro, tem nas últimas semanas defendido mais firmemente a permanência da Grécia.

Na nova edição do Polibarometer, o grau de apoio à União Democrata Cristã, partido de Merkel, e à coirmã União Social Cristã, da Baviera, subiu de 38 para 39 por cento, melhor resultado desde os 40 por cento registrados em setembro de 2009, logo antes da última eleição, em que o bloco governista obteve 33,8 por cento dos votos.

Mas o apoio ao Partido dos Democratas Livres, parceiro de Merkel no governo, ficou em 4 por cento. Pela lei alemã, um partido precisa ter no mínimo 5 por cento dos votos para obter representação parlamentar. Na eleição de 2009, os Democratas Livres ficaram com 14,6 por cento.

O SPD (social-democratas), maior partido da oposição, caiu de 31 para 29 por cento. O Partido Verde, parceiro preferido do SPD para alianças, subiu de 12 para 13. Com uma soma de 42 por cento, esses dois grupos não conseguiriam compor uma maioria.

No começo de outubro, o SPD obteve seu melhor resultado na pesquisa em seis anos, depois de nomear o ex-ministro das Finanças Peer Steinbrueck como seu candidato para desafiar Merkel no ano que vem. Numa pesquisa divulgada em 10 de outubro pelo instituto Forsa, o SPD registrava 30 por cento.

O partido A Esquerda se manteve com 6 por cento na pesquisa da ZDF. O Partido Pirata oscilou de 5 para 4 por cento.

No ano passado, o Partido Pirata, que defende temas como a liberdade na internet e a legalização das drogas, chegou a ter 13 por cento de citações.

Dúvidas sobre a seriedade de suas propostas e divisões internas parecem ter causado a queda, e nesta sexta-feira dois dirigentes piratas renunciaram a seus cargos partidários.

A julgar pela nova pesquisa, apenas quatro partidos devem obter representação parlamentar em 2013, já que os Democratas Livres e os Piratas ficariam de fora.

Isso significa que Merkel poderia formar uma "grande coalizão" com o SPD, a exemplo do que aconteceu entre 2005 e 2009, ou então tentar uma aliança com os Verdes.

Outra hipótese seria uma aliança envolvendo SPD, Verdes e Esquerda, algo que desagrada a algumas alas centristas dos social-democratas.

(Reportagem de Erik Kirschbaum)

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