Conservadores britânicos assumem liderança em pesquisa após veto

Os conservadores britânicos superaram os trabalhistas em uma pesquisa de opinião pela primeira vez este ano, aproveitando o embalo do veto do primeiro-ministro David Cameron a um novo tratado para a União Europeia, indicou a mais recente pesquisa Reuters/Ipsos MORI, divulgada na quarta-feira.

KEITH WEIR, REUTERS

14 de dezembro de 2011 | 15h00

O aumento do apoio aos conservadores de Cameron é ainda mais notável dado o pessimismo cada vez maior dos britânicos com relação à economia. Apenas 12 por cento dos pesquisados acreditam que a economia vá melhorar no ano que vem - o número mais baixo desde o início da crise de crédito, em setembro de 2008.

O apoio aos conservadores subiu 7 pontos percentuais para 41 por cento, enquanto o apoio aos trabalhistas de centro-esquerda caiu dois pontos, para 39 por cento.

Uma pesquisa YouGov para o jornal Sun também mostrou os conservadores dois pontos à frente do Partido Trabalhista. Os dois maiores partidos do país apareceram empatados com 38 por cento das preferências, de acordo com uma sondagem feita pela ComRes para o jornal Independent.

As pesquisas poderão preocupar o líder trabalhista Ed Miliband, cujo partido busca manter assento parlamentar em uma eleição em um distrito eleitoral de West London na quinta-feira.

A eleição nacional não deve acontecer antes de 2015 e a coalizão do governo liderada pelos conservadores prometeu manter-se no poder até lá para tentar pôr fim ao grande déficit orçamentário.

Analistas dizem esperar que o movimento não dure muito, já que o desemprego em alta e os cortes nos gastos públicos provavelmente limitarão o apoio aos conservadores.

Uma flutuação continuada nas pesquisas, entretanto, poderá levar alguns parlamentares conservadores a pressionarem por uma eleição antecipada para buscar garantir uma franca maioria.

Os liberal-democratas, parceiros menores na coalizão que assumiu o poder em maio de 2010, contavam com 11 por cento das preferências na pesquisa Reuters/Ipsos MORI, queda de 1 ponto percentual, e menos da metade do que obtiveram na eleição há 18 meses.

A Ipsos MORI falou com cerca de mil britânicos entre 10 e 12 de dezembro, depois que o veto histórico de Cameron na semana passada impediu que o bloco criasse um novo tratado da UE para lidar com a crise na zona do euro. Cameron afirma ter usado o poder de veto depois de não ter conseguido as salvaguardas que desejava para a indústria de serviços financeiros britânica.

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