Conservadores buscam parceiros para formar coalizão na Grécia

Os conservadores começaram nesta segunda-feira uma busca frenética por parceiros para formar uma coalizão na Grécia que proteja o lugar do país na zona do euro, depois que eleitores enfurecidos rejeitaram os dois partidos da situação devido aos cortes de salários e gastos.

KAROLINA TAGARIS E HARRY PA, REUTERS

07 Maio 2012 | 08h12

O presidente grego, Karolos Papoulias, chamou o líder do partido Nova Democracia, Antonis Samaras, para uma conversa às 9h (de Brasília) em que deve entregar um mandato para a formação de um novo governo -- uma tarefa árdua diante do sucesso dos partidos contrários às medidas de austeridade.

Com a contagem dos votos de domingo quase completa, o conservador Nova Democracia e o socialista PASOK, que são os dois únicos grandes partidos que apoiam o programa de resgate da UE e do FMI que tem sustentado a Grécia, receberam apenas 32 por cento dos votos e ficaram com somente 149 dos 300 assentos no Parlamento.

O líder do partido Esquerda Democrática, Fotis Kouvelis, disse à Reuters que seu partido não vai aceitar se juntar a nenhuma coalizão com o PASOK ou o Nova Democracia.

"Nós descartamos participar de um governo PASOK-Nova Democracia", disse Kouvelis após um encontro do partido para definir sua estratégia, nesta segunda.

"Nós podemos participar de um governo de coalizão com outras forças progressivas", disse ele, referindo-se a outros partidos de esquerda que juntos não têm assentos suficientes no Parlamento para obter maioria.

Com o Congresso mais dividido das últimas décadas na Grécia, formar uma coalizão será muito complicado e pode ser que uma nova eleição seja convocada já no próximo mês se isso não for possível.

A Grécia amanheceu com as manchetes "País no Limbo" no jornal Imerisia e "Pesadelo da Ingovernabilidade" no Ta Nea.

O sucesso ressonante dos partidos contrários aos resgate externo --da extrema direita à extrema esquerda-- ameaça o andamento das medidas de austeridade da Grécia, o que coloca em risco sua sobrevivência financeira e a posição do país na zona do euro.

(Reportagem adicional de Lefteris Papadimas)

Mais conteúdo sobre:
GRECIACONSERVADORESCOALIZAO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.