Conservadores gregos abrem mão de eleição em fevereiro

O partido conservador grego Nova Democracia desistiu na terça-feira de pressionar pela convocação de eleições a partir de 19 de fevereiro, o que potencialmente dará ao primeiro-ministro tecnocrata Lucas Papademos mais algumas semanas para aprovar reformas e obter um vital acordo de reestruturação de dívidas.

REUTERS

27 de dezembro de 2011 | 20h01

Yannis Michelakis, porta-voz do Nova Democracia, disse que o partido aceitaria um adiamento sob certas circunstâncias, mas insiste para que o pleito seja realizado até a Páscoa ortodoxa, que neste ano cai em 15 de abril.

"Qualquer mudança quanto ao prazo definido de 19 de fevereiro depende de negociações para o 'swap' da dívida", disse Michelakis à rádio Vima.

A data da eleição havia sido marcada provisoriamente antes da nomeação de Papademos para o cargo, no mês passado, mas a atribulada pauta legislativa pressiona o governo a adiar a votação.

O impasse político sobre a data eleitoral também complicava a negociação de um acordo sobre o plano de resgate de 130 bilhões de euros (170 bilhões de dólares), que inclui um crucial acordo para a substituição de títulos em poder de credores privados.

Papademos, ex-presidente do Banco Central, nomeado com a missão específica de definir o acordo para o resgate, tem pressa em concluir as reformas tributária, previdenciária e judiciária exigidas pela União Europeia e o FMI em troca da ajuda.

Antonis Samaras, líder do Nova Democracia e favorito para ser o próximo premiê, aceitou o adiamento da eleição depois de se reunir com Papademos na sexta-feira. Os partidos Pasok (socialista) e Laos (ultra-direita), que participam da coalizão de governo, também já concordaram em dar ao atual gabinete mais tempo para aprovar as reformas.

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