Conservadores vencem eleição britânica, mas não obtém maioria

O Partido Conservador conquistou a maioria dos assentos no Parlamento britânico após as eleições no país, mas não conseguiu criar uma maioria absoluta, mostrou a apuração nesta sexta-feira. O cenário cria incertezas sobre quem liderará um país com grandes problemas econômicos pela frente.

MIKE COLLETT-WHITE, REUTERS

07 Maio 2010 | 07h22

Os preços de ativos britânicos sofriam com a perspectiva do primeiro resultado inconclusivo de uma eleição desde 1974. Os investidores mostravam nervosismo em um mercado global já afetado por uma onda de vendas.

Com resultados de 615 distritos eleitorais já anunciados, os conservadores venceram em 290 e não podem chegar aos 326 necessários para obter a maioria no Parlamento.

O líder conservador, David Cameron, disse que o governista Partido Trabalhista "perdeu o mandato para governar".

No entanto, o primeiro-ministro Gordon Brown tem o direito, pela Constituição, de tentar formar um governo primeiro, potencialmente abrindo um período de incerteza política.

Peter Mandelson, ministro trabalhista do primeiro escalão, disse não esperar que Brown renuncie nesta sexta-feira. Ele acrescentou que não está descartando nada. Ele e outros integrantes da legenda pareciam cortejar o centrista Partido Liberal Democrata."

"Acho que não ajudaria se ele (Brown) renunciasse de repente", disse Mandelson.

No poder desde 1997, os trabalhistas devem, no entanto, encontrar dificuldades para formar um governo de coalizão com os liberais democratas, pois a soma dos assentos que ambas as legendas devem conseguir no Parlamento ainda deve ficar aquém da maioria absoluta.

Os conservadores podem buscar acordos com partidos menores de Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales para aumentar seu apoio.

(Reportagem adicional de Estelle Shirbon, Mohammed Abbas, Keith Weir, Avril Ormsby, Sumeet Desai, Stefano Ambrogi, e Caroline Copley)

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