Contra cortes, professores espanhóis entram em greve

Professores espanhóis entraram em greve na terça-feira em protesto contra cortes nos gastos educacionais, o que na avaliação segundo os sindicatos levará à demissão de 100 mil professores substitutos. O governo diz que os cortes são necessários para combater a crise da dívida que assola a zona do euro.

TERESA LARRAZ MORA, REUTERS

22 Maio 2012 | 11h47

O governo central determinou que as 17 regiões autônomas da Espanha cortem 3 bilhões de euros (4 bilhões de dólares) dos gastos educacionais neste ano, como parte de um programa de austeridade destinado a reduzir o déficit público para até 5,3 por cento do PIB, como prevê um pacto da União Europeia.

A economia espanhola está em contração pela segunda vez desde o final de 2009, e quatro anos de estagnação e recessão elevarão o desemprego para acima de 24 por cento, maior índice de toda a UE.

A greve de terça-feira afeta todos os níveis da educação pública, do jardim da infância à universidade. Algumas escolas privadas subvencionadas pelo Estado também pararam.

Madri e várias outras cidades deverão ter manifestações na terça-feira à noite.

(Reportagem adicional de Tracy Rucinski)

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