David Moir/Reuters
David Moir/Reuters

Contrariando Cameron, Clegg chama guerra do Iraque de 'ilegal'

Porta-voz do governo britânico afirmou que ponto de vista é particular do vice-premiê

Efe e Reuters,

21 de julho de 2010 | 23h19

LONDRES- O vice-primeiro-ministro do Reino Unido, o liberal-democrata Nick Clegg, disse nesta quarta-feira, 21, no Parlamento do país que a guerra do Iraque é "ilegal". Clegg substituiu hoje no Parlamento o primeiro-ministro britânico, o conservador David Cameron, que estava em visita oficial aos Estados Unidos.

 

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Ao falar para o atual porta-voz trabalhista de Justiça, Jack Straw, que era ministro de Assuntos Exteriores em 2003, quando Estados Unidos e Reino Unido invadiram o Iraque, Clegg disse que ele "um dia talvez teria que justificar seu papel na decisão mais desastrosa de todas, a invasão ilegal do Iraque".

 

Um porta-voz de Downing Street, residência oficial e gabinete do primeiro-ministro, se apressou em dizer que Clegg falava de forma particular e acrescentou que a legalidade da guerra estava sendo estudada por uma comissão independente.

 

"O governo de coalizão não expressou seu ponto de vista sobre a legalidade ou ilegalidade do conflito iraquiano", disse o porta-voz, para quem isso não impede que "membros concretos do governo não possam expressar seus pontos de vista de forma particular".

 

Cameron - como grande parte do partido conservador, que é maioria na coalizão - apoiou a participação britânica na invasão ao Iraque durante o governo trabalhista anterior.

 

O comentário do lib-dem pode ser considerado como uma provocação contra Jack Straw.

 

"Estou feliz em dar conta de tudo o que estamos fazendo neste governo de coalizão (...) que reuniu dois grupos de trabalho pelo interesse nacional e para ordenar o caos que havia", disse Clegg, inusualmente irritado.

 

O Reino Unido retirou suas tropas do Iraque, mas tem 9.500 soldados no Afeganistão. As crescentes baixas no país desencadearam uma maior preocupação dos britânicos sobre esta campanha.

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