Corte de gastos ameaça Malvinas, dizem ex-almirantes britânicos

Um grupo de almirantes britânicos da reserva pediu nesta quarta-feira ao governo que desista de realizar cortes no orçamento de defesa, alegando que isso deixaria em risco a soberania do Reino Unido sobre as ilhas Malvinas (ou Falklands, como são chamadas no país), reivindicadas pela Argentina.

MICHAEL HOLDEN, REUTERS

10 de novembro de 2010 | 09h09

Em carta ao jornal The Times, os ex-militares qualificaram de incompreensível e "perigoso" o plano para os porta-aviões do país e a meta de aposentar a frota de caças Harrier.

A Grã-Bretanha encomendou dois novos porta-aviões, mas sem os Harriers não terá jatos de combate para colocar sobre as embarcações durante cerca de dez anos.

Os porta-aviões e seus respectivos jatos foram cruciais para que a Grã-Bretanha vencesse a guerra de 1982 contra a Argentina pela posse das ilhas no Atlântico Sul. O governo argentino voltou a elevar o tom da sua reivindicação nos últimos meses, por causa da presença de empresas britânicas prospectando gás e petróleo na região.

"A respeito das Falklands, novamente valiosas, e dos seus campos petrolíferos, por causa desses e de outros cortes nos próximos dez anos pelo menos a Argentina está praticamente convidada a nos infligir uma humilhação nacional na mesma escala da perda de Cingapura", disseram os comandantes na carta.

O governo britânico diz que a retirada dos caças Harrier não afeta sua capacidade de defender as Malvinas.

Tudo o que sabemos sobre:
GRABRETANHAALMIRANTEMALVINAS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.