Corte romena determina que votos nulos sejam recontados

Partido Socialdemocrata garante que tem provas que eleições foram fraudadas pela situação

EFE,

11 de dezembro de 2009 | 16h07

O Tribunal Constitucional da Romênia ordenou nesta sexta-feira, 11, uma nova verificação dos votos nulos das últimas eleições presidências do país, que ocorreram no último domingo em meio a denúncias de "fraude massiva".

 

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O candidato Mircea Geona disse que seu partido, Social Democrata, tem provas de que houve manipulação de urnas, votos múltiplos e compra de votos e, por estes motivos, pediu que seja realizada uma nova eleição. Geoana perdeu por uma margem de 70 mil votos do atual presidente, Traian Basescu, com 49,7% contra 50,3%. Cerca de 130 mil eleitores votaram nulo.

 

Agora, o Tribunal Constitucional deve validar o resultado das eleições ou ordenar que elas sejam feitas novamente.

 

Basescu, que nega que tenha ocorrido qualquer tipo de fraude e disse que Geoana é um mal perdedor, disse que a decisão do Tribunal é "normal e democrática". "A medida atente o pedido de recontagem dos votos por parte dos socialdemocratas".

 

O partido Socialdemocrata não deu nenhuma declaração. Um membro da sigla, o legislador Catalin Voicu, foi detido por um breve período na manhã desta sexta por uma divisão anticorrupção, informou o partido. Voice foi liberado pouco depois e não revelou os motivos pelos quais foi preso.

 

A incerteza nas urnas não faz nada além de espelhar as dificuldades que a Romênia vem passando. O país enfrenta uma séria crise econômica e passa por um período de instabilidade política.

 

Essa instabilidade fez a União Europeia e o FMI congelarem um empréstimo milionário até que o país instale definitivamente um novo governo.

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