Cresce imigração na Alemanha; chegada de gregos duplica

A imigração disparou na Alemanha no ano passado, atingindo o seu nível máximo nos últimos 16 anos, à medida que as pessoas dos países mais afetados pela crise, como Grécia e Espanha, mudam da periferia da Europa para o centro do poder econômico, indicaram dados divulgados na quarta-feira.

REUTERS

16 Maio 2012 | 16h08

As chegadas provenientes da Grécia quase dobraram com relação ao ano anterior, enquanto o país mediterrâneo mergulha em um turbilhão político e econômico. O fim das restrições aos trabalhadores do leste europeu também contribuiu para o fluxo.

Dados preliminares do Escritório Federal de Estatísticas indicaram que 958 mil pessoas se mudaram para a Alemanha em 2011, enquanto 679 mil partiram, resultando na maior entrada líquida de pessoas desde 1996.

“"A imigração aumentou especialmente vinda dos países mais atingidos pela crise, em especial Grécia e Espanha", informou o órgão.

Cerca de 24 mil gregos se mudaram para a Alemanha em 2011, um aumento de 90 por cento em relação a 2010; ao mesmo tempo 21 mil espanhóis chegaram, um incremento de 52 por cento.

Ainda assim, a principal força por trás do salto na imigração foi os países do leste europeu que entraram na União Europeia em 2004.

A fim de proteger seu mercado de trabalho, Alemanha e Áustria impuseram uma isenção de sete anos nas regras da UE de livre movimento do trabalho para as pessoas dos países que foram comunistas, como Polônia, República Tcheca e Hungria. Isso terminou em maio do ano passado.

Como resultado, aumentou a imigração vinda da Polônia, com 163 mil poloneses mudando-se para a Alemanha em 2011 - 49 mil a mais do que em 2010. Cerca de 41 mil húngaros foram para a Alemanha no ano passado, 12 mil a mais do que no ano anterior.

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