Crianças soltarão 334 balões em memória de vítimas de Beslan

O ato acontecerá às 6h05 de Brasília, hora na qual se completam três anos da explosão no ginásio da escola

EFE

03 de setembro de 2007 | 04h34

Crianças da Ossétia do Norte soltarão nesta segunda-feira 334 balões brancos em memória às vítimas do massacre de Beslan, que completa seu terceiro aniversário, enquanto o restante da população dessa república guardará um minuto de silêncio. O ato acontecerá exatamente às 13h05 (06h05 de Brasília), hora na qual se completam três anos da explosão no ginásio da escola número um de Beslan, tomada durante 52 horas por um comando terrorista checheno, que suscitou a confusa operação de resgate das forças de segurança russas. Os familiares, colegas e amigos dos seqüestrados por um comando terrorista checheno entre 1º e 3 de setembro de 2004 se deslocarão até as ruínas da escola para render tributo às vítimas. O trânsito será interrompido em todo o território da república e também serão suspensas as atividades nas escolas e nas instituições públicas. Em lembrança das vítimas, as autoridades locais decidiram adiar o início do ano letivo, que começa nesta segunda-feira em todo o território nacional. Os atos terminarão amanhã com um concerto do clarinetista Michael Collins. O presidente russo, Vladimir Putin, pediu no sábado que as vítimas do massacre não fossem esquecidas, durante uma reunião com alunos e professores em Astrajan (sul). No massacre de Beslan morreram 318 reféns - 186 crianças, 3 socorristas e 10 agentes de segurança. Outros três reféns morreram em conseqüência dos ferimentos já no hospital. Segundo o relatório de uma comissão parlamentar, o número de terroristas que participaram do seqüestro em massa da escola era de 32, dos quais o único sobrevivente foi Nurpasha Kulayev, condenado à prisão perpétua. A organização "A Voz de Beslan", que reúne 89 mães de estudantes mortos na escola, apresentou em 26 de junho um recurso ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos de Estrasburgo. As mães tomaram essa decisão depois de a Justiça da Ossétia do Norte rejeitar seu recurso para abrir um processo judicial contra as forças de segurança. Os familiares das vítimas, das quais algumas acusam as autoridades de "crime de Estado", consideram que os corpos de segurança são os responsáveis pelo massacre por apostar desde o começo no uso da força como única solução.

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