Criminoso nazista conhecido como 'dr. morte' pode estar vivo

Polícias alemã e espanhola continuam as buscar pelo responsável por experiências com 'cobaias humanas'

Ansa,

15 de outubro de 2007 | 14h51

As polícias espanhola e alemã e o Centro Simon Wiesenthal, organização internacional dedicada à luta contra o nazismo e à defesa dos direitos humanos, acreditam que o criminoso nazista Aribert Heim, conhecido como "Doutor Morte" ainda esteja vivo e continuam a procurá-lo. Segundo fontes ouvidas pela Ansa, não são verdadeiras as afirmações do ex-oficial israelense Danny Baz de que Heim teria sido morto por uma organização clandestina americana em 1982. O procurado foi um dos maiores assassinos do regime nazista e responsável por experiências cientificas com "cobaias humanas" no campo de concentração de Mathausen. A polícia espanhola limita-se a dizer que enquanto estiver em vigor uma ordem de procura, o caso não será concluído. Mas fontes próximas da investigação dizem não acreditar na execução de Heim, que, segundo algumas pistas descobertas nos últimos anos, teria vivido na Espanha. Efraim Zuroff, do Centro Simon Wiesenthal de Jerusalém, afirma que nem ele ou a polícia alemã acreditam nas declarações de Baz e estão convencidos de que Heim, de 93 anos, "esteja ainda vivo". Em um livro autobiográfico que será publicado em breve na França, Baz afirma que o grupo do qual participava capturou e matou Heim em 1982, no Canadá. "Baz havia feito declarações semelhantes à imprensa israelense há cinco anos, falando sobre diversos nazistas que teriam sido assassinados pelo seu grupo, mas sem mencionar Heim, que seria a figura de maior importância", explicou Zuroff à Ansa. "As afirmações de Baz são absolutamente infactíveis, e continuamos a procurar Heim na Espanha e na América Latina", afirmou Zuroff, para quem "a única coisa de bom que sairá desse livro será que o tema voltará à atualidade e talvez possamos receber alguma nova informação sobre criminosos nazistas". "Já estamos seguindo boas pistas, estamos próximos e o prenderemos", assegurou.

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