Crise sobre British Council acabará se Londres se retificar

Segundo fonte diplomática russa, acordo foi interrompido pelos 'passos não amistosos dados por Londres'

Efe,

18 de janeiro de 2008 | 12h55

A solução para crise que afeta as filiais do British Council nas cidades russas de São Petersburgo e Yekaterinburgo dependerá de que o Reino Unido retifique seus "passos não amistosos" em relação à Rússia, afirmou nesta sexta-feira, 18, uma fonte diplomática russa citada pela agência Interfax. Os escritórios do British Council, organismo de difusão cultural do Reino Unido, nessas duas cidades russas fecharam na quinta-feira devido à "aberta intimidação" exercida pelo Serviço Federal de Segurança (FSB, antigo KGB) russo a seus funcionários, segundo o ministro de Exteriores britânico, David Miliband. Em dezembro, o Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia exigiu o fechamento das filiais do British Council em São Petersburgo e Yekaterinburgo com o argumento de que não existia uma normativa legal que regulasse seu funcionamento, demanda que não foi extensiva aos escritórios do organismo em Moscou. A cooperação para um acordo sobre centros culturais foi interrompida pelos "passos não amistosos dados por Londres, entre eles a decisão de congelar o fornecimento de vistos e o fim dos contatos com o FSB", afirmou a fonte diplomática à Interfax. "Daí que a solução da situação em torno das representações regionais do British Council dependa de que o Reino Unido volte atrás nestas decisões", acrecentou. A fonte ressaltou que somente um acordo bilateral sobre centros culturais dará uma normativa legal para o funcionamento das filiais do British Council.

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