Cronologia dos conflitos na Geórgia

Veja evolução dos choques entre Moscou e Tbilisi por conta das províncias separatistas georgianas pró-Moscou

da redação, estadao.com.br

13 de agosto de 2008 | 08h45

Veja a cronologia dos conflitos entre a Rússia e a Geórgia, desde que Tbilisi enviou seu Exército para retomar o controle da Ossétia do Sul, uma região nominalmente parte da Geórgia, mas que, na realidade, é independente e onde há um grande número de habitantes com passaporte russo. A Rússia enviou tropas à Ossétia do Sul e à Abkházia, uma outra província separatista georgiana. Cidades na Geórgia fora das duas regiões também foram bombardeadas.  Quinta-feira (7): Forças da Geórgia atacam rebeldes separatistas da Ossétia do Sul para tentar retomar o controle do território. Sexta-feira (8): Rússia envia soldados e tanques à província para tentar expulsar as tropas da Geórgia. Moscou começa a bombardear alvos no país. Sábado (9): Parlamento da Geórgia aprova decreto presidencial declarando o país em "estado de guerra". Rússia intensifica os bombardeios na região. Domingo (10): Geórgia pede cessar-fogo, anuncia retirada da Ossétia do Sul e reconhece que os russos controlam a capital da província, Tskhinvali. Rússia mantém as hostilidades, afirmando que Tbilisi não cumpre a promessa de cessar-fogo. Segunda (11): Geórgia fracassa em nova tentativa de cessar-fogo. País acusa Rússia de lançar ofensiva terrestre contra as cidades de Senaki, Zugdidi, Poti e a estratégica Gori. Rússia mantém ataques aéreos  Terça (12): Presidente russo suspende hostilidade e aceita proposta de cessar-fogo, da França, aprovada pela Geórgia. Quarta (13): Rússia rompe o novo cessar-fogo e os EUA saem em defesa de Tbilisi. O presidente George W. Bush anuncia que enviará ajuda humanitária por meio de aviões e navios militares à Geórgia e exige que os russos suspendam suas operações militares no país. Quinta (14): EUA começa a enviar ajuda humanitária para a Geórgia. Washington anunciou a viagem da secretária de Estado, Condoleezza Rice, a Tbilisi. Moscou declarou que apoiaria a independência das regiões separatistas da Geórgia. O secretário de Defesa, Robert Gates, afirmou que a ofensiva russa pode comprometer as relações entre Moscou e Washington. Sexta (15): Rice chega à Geórgia e oferece um novo plano de cessar-fogo, aceito por Tbilisi. A secretária de Estado americana e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, disseram ter garantias de que Moscou também assinaria a trégua. Apesar disso, as forças russas avançaram e chegaram a ficar a 45 quilômetros da capital georgiana, na maior incursão no território da Geórgia desde o início do conflito.

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