Cuba diz que embargo americano permanece intacto

Apesar de elogiar Obama, ministro das relações exteriores diz que economicamente nada mudou

Efe e Ansa

16 de setembro de 2009 | 16h37

O ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou nesta quarta-feira, 16, que o embargo imposto pelos Estados Unidos contra a ilha permanece intacto, mesmo com a chegada de Barack Obama ao poder, a quem classificou de político inteligente e moderno. Na terça-feira, o presidente americano decidiu prorrogar o embargo por mais um ano.

 

Rodríguez disse que o presidente americano é menos agressivo do que seus antecessores em relação a Cuba, mas qualificou suas medidas de abertura de extremamente limitadas e totalmente insuficientes.

 

Entre as medidas de distensão adotadas por Washington estão a permissão viagens de imigrantes cubanos residentes nos EUA a seu país e o envio de remessas.

 

"Têm a ver mais com a relação entre o governo americano e a emigração cubana, ou a retificação das políticas brutais de (George W.) Bush, que mutilaram a família cubana", afirmou.

 

As medidas de abertura e democracia exigidas pelo governo americano para que o bloqueio seja suspenso foram rejeitadas pelo ministro cubano."Por ser um embargo aplicado unilateralmente, deve ser levantado unilateralmente", disse o chanceler.

 

Em entrevista coletiva, Rodríguez apresentou o relatório anual sobre os efeitos do bloqueio econômico e comercial americano sobre Cuba, que será apresentado na Assembleia Geral das Nações Unidas. Segundo o documento, o embargo causou ao país perdas de US$ 236,211 bilhões desde sua aplicação, em 1962.

 

Para o ministro, "Obama tem amplas faculdades executivas para modificar a aplicação do bloqueio", mas não quis julgar as razões que o levaram a prorrogar, na segunda-feira, 14, por mais um ano o embargo contra a ilha caribenha. Obama, que tomou posse em janeiro deste ano, havia prometido durante sua campanha presidencial melhorar as relações com Cuba.

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