Curdos protestam em Paris por investigação sobre morte de ativistas

Milhares de manifestantes curdos de toda a Europa fizeram uma passeata em Paris neste sábado para pedir uma investigação mais rápida sobre o assassinato de três ativistas há um ano.

Reuters

11 de janeiro de 2014 | 12h55

Sakine Cansiz, uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK) no início da década de 80, e outras duas mulheres curdas foram mortas a tiros em Paris em janeiro de 2013.

Carregando faixas como "Estado turco o assassino, França a cúmplice", manifestantes acusaram a Turquia de ter idealizado os homicídios, e criticaram o poder judiciário francês pelo ritmo moroso das investigações.

"Hoje faz um ano desde os assassinatos e ainda não temos respostas a todas as nossas perguntas", afirmou Rezan, uma estudante curda que vive na França. Ela se negou a fornecer seu sobrenome.

O principal suspeito é Omer Guney, um imigrante turco que vive na França. Ele foi colocado sob investigação formal cerca de uma semana após o triplo homicídio.

Fontes disseram à Reuters em outubro que investigadores franceses coletaram evidência sobre as conexões de Guney com a Turquia, e que o magistrado a cargo do caso protocolaria um pedido formal de explicações à Turquia.

O Estado turco negou qualquer envolvimento nos homicídios, sugerindo que eles eram fruto de disputas internas no PKK.

O partido é considerado uma organização terrorista pela Turquia, os Estados Unidos e a União Europeia.

"A investigação não está progredindo. Nós queremos justiça", afirmou Ali, outro manifestante de Paris que se negou a divulgar o seu sobrenome.

(Reportagem de Pauline Ades-Mevel)

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