Dalai-lama e Carla Bruni inauguram templo budista na França

Encontro do tibetano com a primeira-dama é o único com membros do governo após protestos da China

Efe,

22 de agosto de 2008 | 09h11

O dalai-lama recebeu nesta sexta-feira, 22, a primeira-dama francesa, Carla Bruni, na inauguração de um templo budista no sul da França, na véspera do fim da visita do líder espiritual do Tibete ao país. Após chegar ao templo de Lerab Ling, em Roqueredonde, a ex-modelo e cantora participou de uma procissão junto com o líder religioso tibetano, que colocou em torno do pescoço da primeira-dama o tradicional lenço branco tibetano de boas-vindas, segundo as imagens divulgadas pela televisão. O Palácio do Eliseu afirmou que, ao final da cerimônia, a mulher do presidente francês, Nicolas Sarkozy, se reunirá "em particular" com o dalai-lama, acompanhada pelo ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, e pela titular de Direitos Humanos, Rama Yade. Esse é o único encontro do dalai-lama com membros do governo francês na sua visita à França, que começou em 12 de agosto, na mesma época da realização dos Jogos Olímpicos de Pequim. As autoridades chinesas, que em julho tinham advertido sobre "graves conseqüências" para as relações bilaterais se o chefe de Estado francês se reunisse com o líder espiritual do Tibete, insistiram esta semana em que a França trate "com prudência" a questão tibetana. Às vésperas da viagem de Sarkozy para a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, o Palácio do Eliseu informou que não receberia o dalai-lama, mas que Carla Bruni assistiria à inauguração do templo em Roqueredonde presidida pelo líder tibetano. A decisão de Sarkozy gerou fortes críticas da oposição socialista, e alguns dos dirigentes dessa corrente se reuniram com o dalai lama durante a visita deste à França. Segundo a Presidência francesa, o dalai-lama não tinha pedido uma reunião com Sarkozy, ao considerar que não era um momento oportuno, devido aos Jogos Olímpicos. No entanto, o líder tibetano deve ser recebido por Sarkozy, junto com outros ganhadores do Prêmio Nobel da Paz, em dezembro.

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