Dançarina 'Ruby' defende Berlusconi do lado de fora de tribunal

A dançarina de boate envolvida num julgamento do ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi fez um protesto dramático do lado de fora de um tribunal, nesta quinta-feira, alegando ter sido injustamente pressionada como parte de uma campanha contra Berlusconi.

MANUELA DALESSANDRO, Reuters

04 de abril de 2013 | 12h48

A declaração emocional e, por vezes, contraditória, de Karima El Mahroug em defesa de Berlusconi aconteceu após um protesto de parlamentares do partido do ex-premiê do lado de fora do tribunal no mês passado, à medida que o magnata da mídia tenta transferir o julgamento para fora de Milão.

As acusações contra Berlusconi, que ele nega, incluem ter pago por sexo com El Mahroug, mais conhecida pelo nome de palco "Ruby, a Arrasadora de Corações", quando ela era menor de idade.

Ela sempre negou ser uma prostituta ou ter feito sexo com o bilionário, de 76 anos, durante as famosas festas "bunga bunga" na casa de campo dele nos arredores de Milão, onde várias testemunhas disseram que ela era uma hóspede regular.

Carregando uma placa que dizia "Caso Ruby: Vocês não estão mais interessados na verdade?", ela disse que tinha sido usada como parte de uma campanha deliberada contra Berlusconi por magistrados e setores da imprensa.

"Hoje eu percebo que há uma guerra em curso contra ele que eu não me sinto parte, mas que fui arrastada para dentro e me feriu", disse ela, lendo um comunicado. "Não quero ser uma vítima dessa situação."

El Mahroug pediu para ser autorizada a depor em tribunal aberto, mas recusou-se a explicar aos jornalistas o motivo de ter evitado as intimações para comparecer a audiências anteriores.

O julgamento foi suspenso enquanto juízes consideram o pedido de Berlusconi para transferir o caso para fora de Milão, onde ele alega que os magistrados estão travando uma vingança contra ele. A próxima audiência está marcada para 22 de abril.

Berlusconi também está apelando contra uma sentença de quatro anos por fraude fiscal, e seus problemas legais complicaram ainda mais o impasse político que surgiu quando as eleições em fevereiro não deixaram nenhum partido capaz de formar um governo.

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