Decepcionado, príncipe Harry quer voltar para a guerra

Após ser forçado a retornar do Afeganistão, príncipe britânico quer voltar às zonas de combate

Agência Estado e Associated Press,

02 de março de 2008 | 16h32

O príncipe britânico Harry, de 23 anos, disse ao voltar do Afeganistão ao Reino Unido que pretende retornar o mais rápido possível a uma zona de combate onde as forças armadas de seu país atuam. Ao desembarcar em uma base aérea britânica, Harry foi recebido por seu pai, o príncipe Charles, e por seu irmão, o príncipe William.   "Zangado seria uma palavra errada a usar, mas eu estou levemente decepcionado. Eu pensei que poderia cumprir meu turno até o fim e voltar com nossos rapazes", disse Harry, referindo-se ao fato de seu período no Afeganistão ter sido interrompido depois de dez semanas, por razões de segurança, depois de a imprensa britânica publicar fotos dele em patrulha na província afegã de Helmand. O príncipe acrescentou que vários soldados britânicos feridos em combate foram trazidos à Grã-Bretanha no mesmo vôo que ele.   Harry, que tem posto de segundo-tenente, acrescentou que já pediu a seu oficial superior que aprove uma nova missão para ele "Eu adoraria voltar e já mencionei a ele que quero ir em breve,muito em breve", disse o príncipe.   O comandante das forças armadas britânicas, marechal-do-ar sir Jock Stirrup, disse que qualquer futuro envio de Harry a uma zona de combate dependerá de se a presença do príncipe representar uma ameaça à segurança de outros militares. "Eu teria que estar seguro de que os riscos para a operação, para as pessoas enviadas àquela operação, não seriam maiores do que normalmente", afirmou Stirrup em entrevista à rede de televisão Sky News.   Já o comandante do Exército, general sir Ruchard Dannatt,declarou que não há perspectiva de Harry ser enviado às linhas de frente pelos próximos 12 a 18 meses. "Na verdade, a perspectiva de o príncipe Harry ser enviado a algum outro lugar está distante no futuro", disse o general.   William, o irmão mais velho de Harry (e segundo na linha de sucessão ao trono, atrás do pai, Charles), deverá servir à Marinha no exterior, disse o Ministério da Defesa. "É nossa intenção dar ao príncipe William o máximo de gosto da vida na Marinha que for possível", disse um porta-voz do ministério.

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