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Reuters
Reuters

Defesa de 'Fritzl italiano' pede exame psicológico e soltura

Homem foi preso acusado de abusar sexualmente de filha por 25 anos e incentivar filho a fazer o mesmo

Agências internacionais,

28 de março de 2009 | 11h25

A defesa do italiano preso na sexta-feira, 27, acusado de abusar sexualmente de sua filha por 25 anos e incentivar seu filho a fazer o mesmo informou neste sábado que pedirá uma perícia psiquiátrica e sua soltura. O nome do homem, de 64 anos, e do filho, de 41, não foram revelados, mas o caso ganhou o apelido de "Fritzl da Itália", em referência ao austríaco que abusou da filha durante 24 anos, presa no porão de casa.

 

Veja também:

link'Fritz' italiano é preso e acusado de violentar filha por 25 anos

linkDa obsessão doentia de Fritzl ao pesadelo sombrio de Elisabeth

 

O pai e o filho, ambos comerciantes, foram acusados de estupro, abuso familiar, e atos obscenos em público porque alguns dos abusos ocorreram em um carro. "Parece que nesta família havia um certo 'droit de seigneur' do pai sobre a filha", disse o procurador Peitro Forno, de acordo com a agência de notícias italiana Ansa. A expressão francesa se refere a um suposto direito de um proprietário tirar a virgindade daquelas que moram em seu imóvel.

 

Segundo a promotoria italiana, a garota violentada, identificada apenas como Laura, tem hoje 34 anos e sofreu abusos desde os nove anos de idade, quando começou a ser mantida em um quarto sem eletricidade. Laura teria sido forçada a deixar a escola no início da adolescência, em 1994. Naquele mesmo ano, ela denunciou seu pai à polícia, mas não foi levada a sério.

 

De acordo com as investigações, a garota - que era impedida de deixar a casa da família, em Turim - agora recebe tratamento psicológico. Encorajado pelo pai, o filho teria estuprado suas quatro filhas, além da irmã Laura. As crianças também estão recebendo ajuda psicológica.

 

A promotoria afirma que o caso é incomum porque a maioria dos outros membros da família - o pai de Laura tem oito filhos e duas filhas - defende o acusado.

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