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'Deixou crescer a barba como Fidel', diz Chávez ao rei espanhol

Em tom descontraído em sua visita a Madri, venezuelano diz que irá "cuidar" da relação entre os países

Efe e Associated Press,

11 de setembro de 2009 | 12h46

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não hesitou em brincar com a nova imagem do rei Juan Carlos I de Espanha nesta sexta-feira, 11, assegurando que ele "deixou crescer a barba, como Fidel". Ao recebê-lo no Palácio de Zarzuela, o rei respondeu ao comentário também de forma descontraída, dizendo que "foi para mudar um pouco o ‘look’".

 

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Essa é a segunda vez que os dois se encontram desde o episódio da Cúpula Ibero-americana do Chile, em novembro de 2007, quando Juan Carlos I interpelou Chávez com a célebre frase "Por que não se cala?". Chávez realiza uma breve escala em Madri, após viajar pelo Oriente Médio, África  pelo leste europeu. Antes de ser recebido pelo monarca, o venezuelano se encontrou com o presidente do governo espanhol, José Luiz Rodríguez Zapatero.

 

Chávez ainda seguiu ao centro de Madri, onde visitou uma livraria e comprou vários livros. Na saída, algumas dezenas de venezuelanos que vivem na Espanha o xingaram, com gritos como "Ditador, rato, assassino". "Era uma visita pessoal. Chávez comentou que havia visitado a livraria havia dez ou 15 anos e que queria voltar", contou o diretor da loja, Ignacio Ugalde. "Ele estava encantador, falando com todo mundo."

 

Igualdade

 

Chávez manifestou sua disposição de "cuidar" da relação com a Espanha e com seus "amigos", o rei Juan Carlos e Zapatero, para potencializar a relação entre os dois países "em condição de igualdade". "É uma parada de trabalho e de afeto. Paramos aqui para uma reunião de amigos, somos amigos do presidente Zapatero, do rei Juan Carlos, para conversar sobre a política e a economia", disse.

 

Segundo Chávez, a relação política, econômica e social entre a Espanha e a Venezuela é "muito importante" e deve estar "em condição de igualdade, de afeto e sem fazer caso dos 'pregadores da mentira' que andam por todos os lados".

 

O presidente venezuelano avaliou em cerca de 8 bilhões de euros os contratos das empresas espanholas que têm negócios em seu país. "É um número bastante grande, temos que cuidar disso. A Espanha é um país muito importante para nós e temos grandes amigos aqui", acrescentou Chávez.

 

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