Robert Vos/Efe
Robert Vos/Efe

Democratas e liberais formam governo de minoria na Holanda

Coalizões tiveram de buscar apoio de antimuçulmanos para conseguir maoria no Parlamento

Efe,

28 de setembro de 2010 | 18h12

HAIA- Os democratas cristãos do CDA e os liberais de direita do VDD fecharam nesta terça-feira, 28, para formar um governo de minoria na Holanda, que conta com o apoio parlamentar do partido antimuçulmano de Geert Wilders (PVV), anunciaram os líderes dos três partidos.

 

"Temos trabalhado muito durante as últimas semanas", disse o líder dos liberais, Mark Rutte, ao anunciar o acordo.

 

Os liberais e democratas cristãos têm 52 cadeiras das 150 do Parlamento, pelo que necessitam do apoio de um terceiro partido para conseguir uma maioria parlamentar.

 

O acordo, alcançado três meses depois das eleições de 9 de junho, será entregue amanhã aos grupos parlamentares que provavelmente o darão respaldo.

 

Os dirigentes não fornecerão detalhes do acordo até a próxima quinta, quando ele já estará aprovado pelo Parlamento.

 

As conversações para formar um governo na Holanda sofreram vários altos e baixos e inclusive foram rompidas por meses.

 

No início de setembro, surgiu no CDA uma dura oposição ao extremista Geert Wilders, cujo programa está fundamentado em uma dura e aberta crítica aos islâmicos na Holanda, onde vivem cerca de um milhão de muçulmanos.

 

Depois das críticas do CDA, Wilders rompeu as negociações para restabelecê-las um dia depois, o que foi visto por analistas de esquerda com um reflexo da instabilidade de uma coalizão que depende dos antimuçulmanos para governar.

 

Após a breve crise, em 13 de setembro os três partidos voltaram a negociar um acordo que previsivelmente inclui cortes de até 18 bilhões de euros para serem aplicados nos quatro anos de governo.

 

As eleições de junho deram a vitória aos liberais (VVD, 31 cadeiras), seguidos de perto pelos trabalhistas (PVDA, 30 cadeiras), enquanto a extrema direita antimuçulmana arrebatou o terceiro lugar no pleito.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.