Depoimentos de paparazzi serão provas no caso Diana

Como os fotógrafos se recusam a testemunhar, transcrição das entrevistas pode ser usada

Efe,

08 de novembro de 2007 | 01h44

O juiz encarregado da investigação sobre a morte de Lady Di, Scott Baker, determinou nesta quarta-feira, 7, que as transcrições das entrevistas que a polícia fez com os paparazzi podem ser usadas como prova, já que eles se negam a testemunhar. A decisão de Baker permitirá a retomada da investigação judicial para esclarecer a morte da princesa. Ela morreu em 31 de agosto de 1997, quando o carro de seu namorado, Dodi al-Fayed, bateu dentro de um túnel em Paris, quando tentava escapar da perseguição de vários fotógrafos. O juiz encarregado do caso confirmou na terça-feira a recusa das autoridades francesas a obrigar os "paparazzi" a depor na investigação. Os fotógrafos decidiram não cooperar mais com a investigação depois do motorista Stéphane Darmon, que dirigia o moto na qual viajava o fotógrafo Romuald Rat, ter sido submetido a um interrogatório exaustivo e supostamente agressivo, em uma audiência em Londres, em outubro. Michael Mansfiel, advogado que representa o pai de Dodi, chegou a pedir a intervenção do ministro da Justiça britânico, Jack Straw, para forçar os fotógrafos a testemunharem. Baker admitiu que os advogados do multimilionário Mohamed al-Fayed, pai de Dodi, têm direito de recusar a utilização das transcrições dos interrogatórios policiais. Isso poderia acrescentar mais impedimentos legais ao desenvolvimento do processo. Conspiração Diana, de 36 anos, morreu em 31 de agosto de 1997 com Dodi al-Fayed, de 42, e o motorista do veículo, Henri Paul. O carro que levava o casal bateu contra uma coluna de um túnel, situado junto à ponte d'Alma, quando era perseguido por vários "paparazzi". O júri da investigação judicial britânica deve estabelecer se a morte da princesa foi resultado de uma conspiração ou um acidente. Mohamed al-Fayed continua convencido de que seu filho e Lady Di foram vítimas de uma conspiração com a participação do marido da rainha Elizabeth II, o duque de Edimburgo, para impedir que os dois pudessem se casar. Duas investigações policiais anteriores, uma na França e outra no Reino Unido, concluíram que houve apenas um acidente causado porque o motorista dirigia alcoolizado e em alta velocidade.

Tudo o que sabemos sobre:
DianaFrançaReino UnidoDodi al-Fayed

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.