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Deportação de gay iraniano é prorrogada no Reino Unido

Jovem teve o pedido de asilo negado no Reino Unido e Holanda; se retornar ao seu país pode ser enforcado

Reuters,

13 de março de 2008 | 16h17

O Reino Unido concedeu a um adolescente iraniano uma prorrogação de deportação ao Irã, nesta quinta-feira, 13, onde ele diz que poderia ser enforcado por ser gay. O ministro do Interior britânico, Jacqui Smith, disse em uma declaração que, "à luz das novas circunstâncias", o pedido de asilo de Mehdi Kazemi, de 19 anos, deve ser reconsiderado pelo país.   O Ministério do Interior não quis comentar mais nada sobre o caso de jovem iraniano individualmente, mas afirmou que, uma vez que ele retornou ao Reino Unido, estaria livre para recorrer ao sistema judicial.   Segundo os advogados, Kazemi chegou ao Reino Unido para estudar ,em 2005, e mais tarde soube que seu parceiro havia sido enforcado no Irã, após ser acusado e condenado por sodomia. Em países islâmicos, a homossexualidade é ilegal.   Temendo por sua vida, Kazemi procurou asilo no Reino Unido, mas o seu pedido foi rejeitado. Então ele fugiu para Holanda e pediu exílio lá, mas um tribunal holandês também recusou o pedido, alegando que, como ele já tinha feito uma solicitação no Reino Unido, teria que prosseguir com o caso lá.   Os legisladores britânicos encorajaram Smith, na manhã desta quinta-feira, à mostrar misericórdia e conceder asilo ao jovem no país, onde um tio dele vive há 30 anos. "Estamos profundamente preocupados com a possível execução de Mehdi Kazemi, caso seu pedido de asilo seja negado e ele tenha que retornar ao Irã", informava uma carta assinada por 63 membros da Câmara de Lordes, formada por britânicos não eleitos pela Câmara Parlamentar.   Grupos de direitos humanos e dos direitos homossexuais têm se mobilizado pela causa de Kazemi. "Se retornar ao Teerã, ele corre o risco de ser preso, torturado e executado", falou Peter Tatchell, fundador do Outrage, um grupo dos direitos gays.

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