Desabrigado de terremoto pede abrigo na casa de Berlusconi

Sobrevivente diz que pedido na Justiça foi feito com base nas declarações do premiê, que ofereceu residências

Ansa,

13 de agosto de 2009 | 10h04

Um desabrigado do terremoto da cidade italiana de Áquila, Antonio Bernardini, entrou com o pedido de abrigo provisório em Villa Certosa, a casa de férias do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, na Sardenha, ou no Palazzo Grazioli, a residência do premiê em Roma. Berlusconi prometeu publicamente, dois dias após o terremoto, que poderia oferecer algumas das suas residências particulares para as famílias de desabrigados.

 

A região de Abruzzo, no centro da Itália, foi devastada em abril por um tremor que deixou mais de duzentos mortos e cerca de 50 mil desabrigados. A capital, Áquila, foi uma das mais atingidas. Muitos dos sobreviventes ainda vivem em acampamentos montados pela Defesa Civil.

 

Bernardini enviou seu pedido à Defesa Civil e à Prefeitura de Áquila, pois a sua casa, no centro histórico da cidade, está condenada e inabitável. No formulário de solicitação, na opção sobre o tipo de moradia provisória que a pessoa prefere, Bernardini acrescentou "se possível, Villa Certosa ou Palazzo Grazioli". "Não é uma provocação, mas um pedido legítimo baseado nas declarações do premiê, que prometeu publicamente que hospedaria nas suas casas alguns desalojados dos terremotos", contou o cidadão à ANSA.

 

O homem disse ainda que ele poderia ser útil ao governo italiano, dando "conselhos baseados na minha experiência de vítima, que num primeiro momento viveu no carro, depois na tenda e por fim em dois hotéis, além de ser um profundo conhecedor da cidade".

 

Bernardini era secretário-geral e economista do Consórcio de Pesquisas Aplicadas à Biotecnologia (Crab) da Itália, até ser demitido seis anos atrás. Ele aguarda uma decisão judicial sobre um processo trabalhista, que determinaria a sua readmissão e o pagamento retroativo dos salários e contribuições.

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