Dezenas de milhares protestam na Rússia para pressionar Putin

Manifestantes pedem novas eleições parlamentares e que o domínio de 12 anos de Putin no país acabe

Reuters,

24 de dezembro de 2011 | 13h01

Dezenas de milhares de pessoas protestavam neste sábado, 24, na Rússia para pedir que uma controversa eleição parlamentar seja realizada novamente e que o domínio político de Vladimir Putin termine, aumentando a pressão sobre o líder, que tenta voltar à presidência.

Os manifestantes gritavam "Rússia sem Putin!" e "Novas eleições, novas eleições!", enquanto um alto-falante após o outro pedia o término dos 12 anos de domínio Putin no país. Foi a segunda grande manifestação de oposição nas últimas duas semanas em Moscou.

"Você quer que Putin volte à Presidência?", perguntou o escritor Boris Akunin em cima de um grande palco. Assoviando e zombando, os manifestantes gritaram: "Não!"

Testemunhas disseram que havia nas ruas ao menos a mesma quantidade de pessoas vista no último grande protesto de Moscou, em 10 de dezembro, quando os russos protestaram contra uma suposta fraude nas eleições do dia 4, vencidas pelo partido Rússia Unida, de Putin.

Segundo a polícia, ao menos 28 mil pessoas participavam do protesto na Prospekt Sakharova, avenida nomeada em homenagem ao dissidente da era soviética Andrei Sakharov. Mas um dos organizadores da manifestação, o político liberal Vladimir Ryzhkov, estimou a multidão em cerca de 120 mil pessoas.

A grande participação deve encorajar os organizadores a acreditar que podem manter o ritmo das maiores manifestações de oposição desde que Putin chegou ao poder, em 1999, embora o primeiro-ministro pareça decidido a sobreviver aos protestos.

Muitos dos manifestantes usavam laços brancos, o símbolo dos protestos, e outros empunhavam balões e bandeiras no protesto, que reunia liberais, nacionalistas, anarquistas, ambientalistas e jovens em um dia extremamente gelado.

Os manifestantes dizem que o Rússia Unida se beneficiou de amplas irregularidades eleitorais e órgãos internacionais disseram que a votação para o Parlamento foi fraudada a favor do partido governista.

(Por Thomas Grove e Guy Faulconbridge)

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