Diálogo com Rússia não altera apoio à Georgia, afirma Hillary

Secretária de Estado tenta afastar temores de que aproximação não afetará apoio dos EUA aos europeus

Agências internacionais,

06 de março de 2009 | 08h55

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou nesta sexta-feira, 6, que a cooperação e a retomada do diálogo com a Rússia "não altera em nada o apoio" dos Estados Unidos pela independência e liberdade da "países como a Geórgia, os bálticos e os Bálcãs". Hillary tenta convencer os europeus de que a tentativa de aproximação do novo governo americano com a Rússia não afetará o apoio de Washington à Europa.   Veja também: Lapouge:  A atuação globalizante dos EUA com os europeus   A chefe da diplomacia americana falou a centenas de funcionários do Parlamento antes de seguir para Genebra, onde discutirá controle de armas e outros assuntos com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov. Hillary afirmou que a Casa Branca não deseja ser mal compreendida na Europa com relação a suas intenções. Ela esclareceu que seu objetivo em Genebra, para onde deve seguir ainda nesta sexta, é encontrar áreas de interesse comum com a Rússia e trabalhar o terreno para solucionar divergências agravadas nos últimos anos.   "Nosso compromisso com a Rússia não altera em nada o nosso apoio aos países como a Geórgia, os bálticos ou dos Bálcãs para que sejam independentes, livres, tomem suas próprias decisões ou desenhem seu próprio caminho sem a indevida interferência da Rússia. Hillary assegurou que viajará para Genebra com a esperança de encontrar com o representante do Kremlin "áreas de acordo e cooperação", como a luta contra o terrorismo, o impulso da paz no Oriente Médio e o programa nuclear do Irã.   Segundo Hillary, a Rússia pode ajudar a comunidade internacional a convencer o Irã a não desenvolver armas nucleares. Durante o governo George W. Bush, os EUA acusavam o Irã de manter em segredo um programa nuclear bélico. Teerã rejeita a acusação e assegura que suas usinas atômicas têm fins estritamente pacíficos de produção de energia elétrica.   Energia como arma política   A secretária de Estado dos EUA condenou o uso de energia como arma política, um dia depois de a Rússia ter ameaçado cortar o fornecimento de gás para a Ucrânia, em um movimento que poderia ter afetado abastecimento na Europa. A crise parece ter sido contida na quinta-feira, depois que a estatal russa Gazprom disse que a Ucrânia havia efetuado os pagamentos que estão no centro da disputa, mas líderes europeus ficaram perturbados com os alertas do primeiro-ministro russo, Vladimir Putin.   Hillary condenou ainda a invasão da Geórgia pela Rússia em agosto, que ocorreu perto de um importante duto de gás que abastece a Europa, e alertou contra países que usam a energia para aumentar sua influência política. "Nós estamos... perturbados pelo uso da energia como ferramenta de intimidação", disse ela em uma audiência no Parlamento Europeu. "Nós achamos que isso não interessa à criação de um sistema energético melhor e mais eficiente."

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