Diana e Dodi: Relatório revela momentos finais

Investigação oficial sobre morte da princesa conclui que não houve conspiração.

BBC Brasil, BBC

31 de agosto de 2007 | 07h30

Uma investigação oficial sobre a morte da princesa Diana e de duas pessoas que a acompanhavam em um acidente de carro em Paris, há dez anos, excluiu a possibilidade de que o acidente tenha sido resultado de uma conspiração.  Veja também: Dez anos depois, Windsors recuperam prestígioHarry homenageia mãe como a 'melhor' A morte e as teorias da conspiraçãoLocal de morte atrai fãs e curiosos em ParisLinha do tempo  Imagens das homenagens Imagens de Diana  Ika Fleury relembra encontro com Diana Merten: Lady Di no cinema e na televisão  O inquérito, liderado pelo ex-chefe da Polícia Metropolitana Lord Stevens, foi ordenado em 2004. Os momentos finais na vida da princesa e de seu amigo íntimo Dodi, filho de Mohamed Al Fayed, proprietário da loja londrina de artigos de luxo Harrods, são alvo de especulação constante. Agora, muitos detalhes sobre os acontecimentos daquela noite ficaram mais claros. No sábado, dia 30 de agosto de 1997, a princesa e Dodi Al Fayed retornaram de um cruzeiro no Mediterrâneo, voando da Sardenha até o aeroporto Le Bourget, nos arredores de Paris. Eles foram levados de carro até uma das propriedades de Al Fayed na capital e depois para o hotel Ritz, na badalada Praça Vêndome. O hotel é parte do império dos Al Fayed. À noite, o casal cancelou um compromisso em um restaurante na cidade por causa do grande assédio da imprensa, optando por jantar em uma suíte no Ritz. Al Fayed bolou um plano para distrair os fotógrafos reunidos na entrada do hotel de forma que ele e a princesa pudessem voltar para o apartamento. O carro habitual do casal sairía pela porta da frente, mas os dois deixariam o prédio pela porta dos fundos em um outro veículo. À meia-noite e vinte minutos do domingo, dia 31 de agosto, um Mercedes S280 Saloon, alugado pelo hotel e dirigido por Henri Paul, um dos seguranças da empresa, saiu pela porta de trás do Ritz. Na frente do carro, ao lado de Paul, estava Trevor Rees-Jones, um guarda-costas empregado pela família Al Fayed. A princesa e Dodi estavam no banco de trás. Nenhum dos ocupantes do carro usava cinto de segurança. De acordo com o relatório do inquérito oficial ordenado pelas autoridades francesas, Henri Paul tinha problemas com bebida e não estava legalmente autorizado a levar passageiros no veículo que estava dirigindo. O inquérito de Lord Stevens revelou que exames de sangue feitos posteriormente em Henri Paul apontaram índices de álcool duas vezes acima do limite permitido na Grã-Bretanha. Apesar da tentativa anterior de despistar os jornalistas, alguns fotógrafos seguiam Diana e Dodi, mas as informações oficiais mostram que nenhum deles chegou perto do veículo. Apenas cinco minutos após deixar o Ritz, o Mercedes bateu no túnel embaixo da Praça D''Alma, atingindo a calçada antes de ser jogado contra um dos pilares do túnel. Testes revelaram que o carro teve uma leve batida com um Fiat Uno branco, que nunca foi encontrado, pouco antes de entrar no túnel, mas o relatório francês concluiu que o incidente não teve ligação direta com a batida. Investigações subseqüentes afirmaram que o Mercedes que levava a princesa e Dodi Al Fayed estava numa velocidade entre 118 km/h e 155 km/h logo antes da batida e que atingiu a calçada a 98 km/h, duas vezes o limite de velocidade naquele local. Um minuto depois do acidente, os serviços de emergência receberam a primeira ligação. A equipe de resgate chegou à cena do acidente à meia-noite e trinta e dois. O Mercedes destruído estava apoiado contra um dos pilares. A princesa Diana, ainda consciente, estava na parte de trás do carro, enquanto Dodi estava deitado no banco, aparentemente morto. O segurança, Rees-Jones, também estava consciente no banco do passageiro, na frente, mas havia sofrido ferimentos graves. O motorista Henri Paul já estava morto. Médicos e curiosos ajudaram a princesa e ela foi finalmente retirada das ferragens à uma da manhã. Diana teve de receber cuidados médicos durante um bom tempo no local, antes de poder ser levada numa ambulância ao hospital Pitie-Salpetriere. À uma e meia da manhã, Dodi Al Fayed foi declarado morto no local do acidente. A princesa chegou viva ao hospital, às duas horas e seis minutos. Apesar do cuidado médico, a princesa Diana acabou morrendo devido a graves ferimentos no pulmão e no coração. Ela foi declarada morta às quatro da manhã. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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