Dissidentes cubanos chegam a Madri

Com mais três prisioneiros libertados, já são 23 os dissidentes soltos pelo regime de Raúl Castro

Efe

17 de agosto de 2010 | 10h37

Dissidente chega a Madri. Foto Victor Caivano/AP

MADRI - Três novos presos políticos cubanos chegaram nesta terça-feira, 17, a Madri, depois de terem sido libertados na segunda-feira, confirmou um porta-voz da Cruz Vermelha.

 

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O avião da companhia aérea Air Europa que levava os presos e seus familiares, entre eles crianças, aterrissou às 12h46 locais (7h46, no horário de Brasília) no aeroporto de Barajas, em Madri. "Os esperamos no aeroporto com uma ambulância e uma equipe de apoio psicossocial, como medida de prevenção", disse Blas Bayonne, porta-voz da Cruz Vermelha, organização que coordena a operação de amparo.

 

Do aeroporto, os presos e seus familiares, 17 pessoas no total, serão transferidos a um hotel onde viverão com outros presos cubanos que chegaram anteriormente a Madri.

 

Os três presos libertados são Efrén Fernández Fernández, Regis Iglesias Ramírez e Marcelo Cano Rodríguez, todos parte do grupo de 75 dissidentes detidos na onda de repressão em Cuba que ficou conhecido como Primavera Negra, em 2003, e que cumpriam penas de entre 12 e 18 anos.

 

O governo de Cuba anunciou no início do mês que libertaria 52 presos políticos em um prazo máximo de quatro meses como resultado do processo de diálogo aberto com a Igreja Católica cubana e apoiado pela Espanha. Já foram libertados 20 presos deste grupo. Todos embarcaram para a Espanha com suas famílias.

 

A Comissão Cubana de Direitos Humanos, um órgão independente, mas tolerado pelo regime, disse que após a libertação dos 52 dissidentes ainda restarão cerca de 100 presos políticos na ilha. A cifra, no entanto, é contestada por outros órgãos, como a Anistia Internacional, segundo a qual só restará em Cuba um "preso de consciência."

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