DNA em porta-malas pertece aos irmãos de Madeleine

Polícia portuguesa justifica que objetos dos gêmeos e da própria britânica foram transportados no veículo

Ansa,

19 de setembro de 2007 | 14h20

As amostras de DNA encontradas no veículo alugado pelos pais de Madeleine McCann, Kate e Gerry McCann, pertenciam aos irmãos da britânica desaparecida desde 3 de maio. Segundo o tablóide britânico The Sun, a Polícia Judiciária portuguesa justificou que, no porta-malas do carro, foram transportadas fraldas, brinquedos e outros objetos dos gêmeos, que teriam o mesmo mapa genético que a irmã mais velha.  Veja também:Novo porta-voz diz que casal McCann é vítima de 'crime atroz'Falhas no caso Madeleine Cronologia  Nesta quarta-feira, um grupo de detetives portugueses desembarcou no Reino Unido com uma lista de perguntas para o casal McCann, declarados no começou do mês suspeitos formais pelo desaparecimento de Madeleine. Fontes próximas informaram ao jornal que a maioria das evidências em poder da polícia podem ser explicadas.Os oficiais planejam tirar dúvidas sobre o que ocorreu exatamente na noite em que Madeleine desapareceu. Ainda não está claro se mais alguém chegou a ver a menina viva entre 18 e 22 horas, quando foi denunciado o desaparecimento. Familiares confirmaram que o Renault alugado pelos McCann, três semanas após o desaparecimento da filha, foi utilizado para transportar os objetos que tinham no apartamento de hotel do complexo turístico de Ocean Club a um local que alugaram mais tarde. "Entre os objetos que transportaram haviam fraldas de Sean e Amelie, que teriam DNA similar ao da irmã".Eles apontaram também que foram transportadas sandálias e roupas que Madeleine havia usado, algo que poderia explicar os restos do mapa genético da garota no porta-malas.Outra fonte próxima informou ao jornal inglês que o veículo foi utilizado por várias pessoas, incluindo membros da família McCann, antes de ser examinado pela polícia portuguesa.Na terça-feira, o novo porta-voz dos pais de Madeleine, Clarence Mitchell, disse que há explicações perfeitamente inocentes para tudo o que a polícia possa ter encontrado durante a investigação. Ele ainda declarou que o casal é "vítima inocente de um crime atroz" e pediu que o foco da investigação volte a ser encontrar Madeleine. Ajuda do ExecutivoOs médicos Gerry e Kate McCann voltaram no último dia 9 de setembro para sua casa na cidade de Rothley, no condado inglês de Leicestershire, após terem permanecido mais de quatro meses na região do Algarve em Portugal. Segundo o jornal Daily Telegraph, os pais da menina pretendem pedir ajuda ao primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, para demonstrar sua inocência no polêmico caso judicial.Gerry McCann espera explicar a Brown sobre as inexatidões das provas policiais e porque eles não jamais teriam assassinado a filha.A principal evidência contra os McCann foi o "odor de cadáver" supostamente percebido por cães farejadores britânicos em roupas, o apartamento e o veículo alugado pela família 25 dias depois do desaparecimento de Madeleine.Angus McBride, especializado em defesa criminal, Carlos P. Abreu, advogados dos McCann em Lisboa e funcionário de uns dos mais conceituados escritórios do país, e Michael Caplan, um dos advogados mais caros do Reino Unido e responsável por evitar a extradição do ex-ditador chileno Augusto Pinochet, são os responsáveis pela defesa do casal. A equipe pretende descartar a prova incluída no processo de que o odor de cadáver teria sido detectado por cachorros.A edição de terça do jornal britânico The Times sugeriu que Madeleine teria morrido por conseqüência da ingestão de sedativos, ainda que Allan Jamienson, diretor do instituto de Ciências Forenses de Edimburgo, na Escócia, tenha declarado que não é possível detectar tal evidência na amostra de cabelo da garota. Segundo Jamienson, caso a menina tivesse ingerido o medicamento, não haveria quantidade de calmante suficiente no corpo de Madeleine.

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