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Dois são presos por assassinato de policial na Irlanda do Norte

Jovem está entre detidos; morte, reinvindicada por dissidência do IRA, ocorreu 48 horas após ataque a soldados

Agências internacionais,

10 de março de 2009 | 14h06

A polícia da Irlanda do Norte anunciou nesta terça-feira, 10, a prisão de um adolescente de 18 anos, acusado de ter ligações com o assassinato de um policial na noite de segunda. Os oficiais informaram que agora ele passa por um interrogatório. Dissidentes do Exército Republicano Irlandês (IRA, na sigla em inglês) reivindicaram nesta terça a autoria do atentado, que aconteceu 48 horas depois do assassinato de dois soldados britânicos. Pouco depois do anúncio da prisão do jovem, outro homem, de 37 anos, também foi detido.   Veja também:  Entenda o conflito na Irlanda do Norte 'Velhos tempos' não voltarão para a Irlanda do Norte, diz Brown Policial é morto a tiros em novo atentado na Irlanda do Norte Ataque contra base na Irlanda do Norte mata dois soldados   O IRA Continuidade afirmou ter matado o policial Stephen Carroll, de 48 anos, enquanto ele fazia uma patrulha pela cidade dividida pela religião de Craigavon, a sudoeste de Belfast. Em um comunicado à imprensa local, o grupo separatista ameaçou atacar novos alvos policiais "enquanto houver envolvimento britânico na Irlanda."   No sábado houve um ataque a uma base do Exército britânico em Belfast, reivindicado pelo IRA Autêntico. Além dos dois soldados mortos, a investida deixou outras quatro pessoas feridas. As mortes são as primeiras de forças de segurança britânicas na Irlanda do Norte desde 1998. Naquele ano foi firmado um acordo entre políticos britânicos protestantes e irlandeses católicos, a fim de encerrar décadas de violência.   Como reflexo da importância que ainda tem a violência dissidente, líderes católicos e protestantes da Irlanda do Norte desistiram de viajar aos Estados Unidos para buscar mais investimentos. Os políticos do país condenaram os ataques. Há anos dissidentes do IRA tentam elevar a instabilidade na área, para reverter os resultados do processo de paz na Irlanda do Norte. O grupo, ligado à maioria católica, combateu durante décadas o domínio britânico da região, num conflito que matou mais de 3.600 pessoas desde a década de 1960.   A maratona de negociações políticas já conseguiu a renúncia à violência por parte de grupos paramilitares rivais, no meio dos anos 1990, o desarmamento do IRA em 2005, a chegada ao poder da administração de católicos e protestantes em 2007 e a retirada das tropas britânicas das funções de segurança, há dois meses.  

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