Dois terços dos flamengos prevêem o fim da Bélgica--pesquisa

Dois terços dos habitantes de Flandres(região de idioma holandês no norte da Bélgica) acham que maiscedo ou mais tarde a Bélgica vai deixar de existir, segundopesquisa publicada na terça-feira pelo diário Het LaatsteNieuws. Mais do que isso, 46,1 por cento dos flamengosentrevistados querem a divisão da Bélgica, o que indica que osseparatistas de Flandres estão ganhando força em meio ao atualimpasse político no país. Os belgas foram às urnas há 100 dias, mas ainda não têm umnovo governo, já que os líderes de idioma holandês e francêsnão se entendem sobre a divisão dos cargos. Campeão de votos no pleito, Yves Leterme, dirigente doPartido Democrata-Cristão Flamengo, desistiu de tentar formarum gabinete devido ao impasse. Herman van Rompuy, seu colega de partido, foi indicado pelorei para discutir com outros líderes políticos como pode haveracordo. Segundo a pesquisa, Leterme, visto por muitos francófonos eobservadores políticos como alguém que se sente mais flamengoque belga, ainda tem a confiança da população de Flandres --60,4 por cento dos entrevistados acham que ele deveria ser ofuturo primeiro-ministro. Leterme irrita os francófonos com suas propostas de darmais poderes às regiões. A rica Flandres se queixa de precisarsubsidiar a relativamente pobre Valônia, a região francófona,onde o desemprego é mais elevado. Reformistas flamengos querem que a Valônia se torne maisresponsável por sua economia e que haja menos distribuição derenda entre as regiões. A pesquisa mostrou que 85,5 por cento dos flamengos sãofavoráveis à reforma federativa, e 77,3 por cento afirmam queisso deveria ser a prioridade do novo governo. (Por Emma Davis)

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