Eleições presidenciais na Polônia terão segundo turno

Pleito tem como pano de fundo a morte de Lech Kaczynski, irmão gêmeo de um dos candidatos ao cargo

BBC

21 de junho de 2010 | 10h26

VARSÓVIA - As eleições presidenciais polonesas estão apontando para um segundo turno, já que nenhum dos candidatos conseguiu votos o suficiente para conseguir ganhar o primeiro turno deste domingo.

 

Bronislaw Komorowski, que vem atuando como líder desde que o presidente Lech Kaczynski morreu em um acidente de avião em 10 de março, ganhou, mas com menos do que o esperado.

 

Com 94% dos votos apurados, ele tinha ganho 41,22%, ante 36,74% do irmão gêmeo de Kaczynski, Jaroslaw. Os dois agora estarão a páreo em um segundo turno em 04 de julho.

 

Lech Kaczynski foi uma das 96 pessoas que morreram em um acidente de avião em Smolensk, na Rússia ocidental, em 10 de abril. Entre os mortos estavam muitos dos líderes políticos e militares da Polônia. A catástrofe tem ofuscado a campanha eleitoral e feito dela uma das menos agressivas do país, correspondente da BBC em Varsóvia, Adam Easton, disse.

 

No entanto, na próxima quinzena de campanha é provável que haja mais divisões, enquanto ambos os candidatos se esforçam para captar os votos do terceiro colocado, um candidato de esquerda, acrescenta o correspondente.

 

A catástrofe também impulsionou os índices do gêmeo do presidente falecido, Jaroslaw, um combativo ex-primeino-ministro conservador, que foi retirado de seu gabinete há três anos.

 

Sua perda pessoal fez-lhe mudar, segundo o correspondente, e ele tem se apresentado como um homem de compromisso.

 

Kaczynski votou no domingo, em Varsóvia, acompanhado pela filha de seu falecido irmão e duas netas.

 

Komorowski vem do mesmo partido, a Plataforma Cívica, do primeiro-ministro Donald Tusk - uma característica pensada para atrair muitos eleitores, que cansados das tensões entre o governo e o antigo presidente.

 

O orador parlamentar de centro-direita, que agora é o presidente em exercício, diz toda a sua carreira mostra que ele é um homem que pode unir a nação.

 

Ambos os candidatos apelaram à unidade nacional durante uma eleição ofuscada pela queda do avião em abril, e recentes inundações que mataram 24 pessoas e forçaram milhares a deixar suas casas.

 

O comparecimento às urnas nas eleições foi de cerca de 55%. Mais de 30 milhões dos 38 milhões de cidadãos da Polônia estavam registrados para votar.

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