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Eleições regionais na Itália começam neste domingo

Neste pleito, mais do que os governos de 13 das 20 regiões, está em jogo o apoio popular a Silvio Berlusconi

ANSA

28 de março de 2010 | 07h39

Cerca de 41 milhões de italianos foram convocados às eleições regionais, que acontecem neste domingo, 28, e segunda-feira, 29, em um pleito que colocará à prova a popularidade do primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

 

Os 50.421 colégios eleitorais foram abertos às 8h locais (3h no horário de Brasília) e os eleitores podem votar até às 22h locais (17h no horário de Brasília). Amanhã, a votação acontece das 7h às 15h locais.

 

Das 20 regiões italianas estão em disputa os governos de Piemonte, Lombardia, Vêneto, Ligúria, Emilia-Romagna, Toscana, Úmbria, Marcas, Lazio, Campânia, Puglia, Basilicata e Calábria; além de quatro províncias [Imperia, Viterbo, L'Aquila e Caserta] e 462 municípios, dos quais nove são capitais.

 

Um eventual segundo turno é válido apenas nas eleições municipais e provinciais, desde que os municípios e as províncias em questão detenham mais de 15 mil eleitores. Nas regionais, a apuração começa logo após o encerramento das votações. Já nas provinciais e municipais a partir das 8h locais de terça-feira, exceto em Molise e Abruzzo, onde a contagem deve ser iniciada ainda na segunda-feira.

 

Atualmente, o mapa político do país favorece a centro-esquerda, que detém o controle de 11 das regiões que vão às urnas. Apenas Vêneto e Lombardia estão nas mãos da centro-direita, da qual o partido de Berlusconi, o Povo da Liberdade (PDL), faz parte.

 

Por outro lado, a centro-esquerda sofreu duas derrotas sucessivas de peso: nas últimas eleições nacionais, em abril de 2008, e nas europeias, realizadas em junho de 2009. Sem propostas claras, a oposição aproveitou o mau momento de Berlusconi em sua campanha eleitoral.

 

O caos das listas do PDL nas votações em duas das regiões mais importantes da Itália dominou grande parte dos debates políticos. Após o presidente do país, Giorgio Napolitano, firmar um decreto-lei que permitiria correções de eventuais erros, o partido de Berlusconi conseguiu voltar à disputa na Lombardia, mas o Lazio, que tem autonomia administrativa, não acatou a decisão.

 

No último fim de semana, Berlusconi chegou a convocar uma manifestação, que reuniu cerca de um milhão de pessoas, de acordo com os organizadores. Mas isso não fez com que o PDL voltasse ao pleito no Lazio, onde se localiza a capital do país, Roma.

 

"Acredito que o resultado [das eleições] marcará a vontade de mudança do país. Vejo a grande dificuldade do partido do presidente do Conselho [de Ministros, Silvio Berlusconi] e espero que a vitória da oposição possa dar mais força aos moderados", apontou na última semana o ex-premier Massimo D'Alema, do Partido Democrata [PD, principal força de oposição].

 

O fato de Berlusconi ter sido citado em um processo por suposta censura a programas de TV críticos ao seu governo -- o que teria sido descoberto por meio de escutas telefônicas -- também foi levado à campanha. Assim como o caso de um membro de seu governo -- Guido Bertolaso, chefe da Defesa Civil --, que colocou o cargo à disposição depois de ser notificado de uma investigação sobre supostos atos ilícitos nas concessões de licitações de obras públicas.

 

Com a popularidade em queda -- que passou de cerca de 60% a 44% nos últimos meses -- Berlusconi alega ser vítima de "dois meses de ataques injustos e ofensivos da esquerda". Para ele, tais assuntos foram incorporados à campanha eleitoral porque é difícil "contrapor os feitos de nossas administrações nos âmbitos nacional e regional".

 

Nos últimos dias, o premier também disse temer um aumento da abstenção nestas votações e reiterou por várias vezes o chamado para que a população compareça às urnas.

 

"Abster-se significa dar o voto à esquerda" e este é "certamente um perigo que existe", por isso "é uma obrigação e um dever votar na Liga Norte [sua aliada] e no PDL [Povo da Liberdade, no governo] em vista do que faz a esquerda", afirmou em uma das ocasiões.

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