Eleitores separatistas aumentam com renúncia à violência do ETA

Um novo partido esquerdista basco que busca a independência da Espanha deve ter um bom desempenho nas eleições de domingo, quando a população votará pela primeira vez sem a ameaça de violência no país em mais de 40 anos.

INMACULADA SANZ E ARANTZA GOYOAGA, REUTERS

19 de novembro de 2011 | 10h22

Na maior parte da Espanha, a corrida eleitoral tem sido dominada por preocupações com a situação econômica do país, especialmente com o alto índice de desemprego e os cortes nos gastos públicos.

A expectativa é de que o candidato de centro-direita Mariano Rajoy, do Partido Popular, vença as eleições para conduzir o país durante um período de ainda mais dificuldades.

Mas no País Basco, tradicionalmente uma das regiões mais prósperas da Espanha, o índice de desemprego é relativamente baixo e a população está vivendo um novo cenário político.

O grupo separatista ETA anunciou o fim às décadas de luta armada em outubro, e um novo partido, conhecido como Amaiur, está seguindo a busca pela independência da terra basca por meios pacíficos.

"Enquanto o resto da Espanha fala de desemprego e da economia, o País Basco está falando também sobre o Amaiur e o que isso significa, paz ou ETA," disse Ivan Redondo, de uma consultoria política em Madri.

"O Amaiur está se posicionando como um partido de paz", completou.

O Amaiur, uma nova coalizão de partidos bascos de esquerda com simpatias separatistas, conquistou um controle sem precedentes nas prefeituras municipais sob o nome de Bildu, nas eleições locais em maio.

Pesquisas indicam que o Amaiur poderá vencer cinco assentos na Câmara Baixa, o mesmo número que o Partido Nacionalista Basco, o que seria uma representação forte o suficiente para poder apresentar projetos de lei e ter uma voz nos debates semanais com o primeiro-ministro.

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