Em discurso, Medvedev promete estabilidade na Rússia

O principal candidato das próximaseleições presidenciais na Rússia, Dmitry Medvedev, prometeuestabilidade e continuidade na terça-feira, quando realizou oprimeiro discurso longo sobre seu programa de governo desde queo atual líder do país, Vladimir Putin, escolheu-o para ser opróximo dirigente do Kremlin. Medvedev, 42, um ex-professor de direito hoje apontado comoo franco favorito para vencer o pleito de 2 de março, afirmoudurante uma reunião com figuras públicas de destaque quecontinuaria a seguir as políticas implantadas pelo mentor dele,Putin. Segundo o candidato, Putin havia desempenhado um papelcentral nos esforços para tirar a Rússia da situação caóticainstalada após o colapso da União Soviética. E o país precisavaagora de um longo período de estabilidade a fim de materializarseu potencial. "Se tudo continuar avançando conforme esse cenário, então aRússia será capaz de tornar-se uma das cinco maiores economiasdo mundo dentro de dez a 15 anos", disse Medvedev ao FórumCívico, que reúne a elite intelectual do país. "O principal é avançar com o desenvolvimento de forma calmae estável. Precisamos de décadas de desenvolvimento estável,algo de que nosso país vinha sendo privado." As autoridades eleitorais da Rússia registraramformalmente, na segunda-feira, a candidatura de Medvedev,permitindo-lhe lançar sua campanha de maneira oficial. Semtrair seus modos discretos, o presidenciável realizou umdiscurso equilibrado e desprovido das declarações duras feitastantas vezes por Putin. TOM CONCILIADOR Alguns observadores afirmam que Medvedev possui um perfilmais liberal e mais pró-Ocidente que o atual presidente russo,um ex-espião da KGB. E o tom do discurso dele quando tratou daárea de política externa mostrou-se de fato mais conciliador. "Ninguém deveria duvidar de que a Rússia continuará a serum país aberto ao diálogo e à cooperação com a comunidadeinternacional", afirmou o candidato. Mas o presidenciável disse que o país continuará a manterseus laços com países como o Irã, considerado "inamistoso"pelos EUA. Apontando para algo que pode surgir como tema central desua campanha, Medvedev disse que lançaria uma guerra contra acorrupção, um problema que Putin não conseguiu enfrentar deforma eficiente durante seus oito anos de governo.

DENIS DYOMKIN E DMITRY SOLOVYOV, REUTERS

22 de janeiro de 2008 | 13h42

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