Em meio à crise, britânicos evitam hotéis e viagens de carro

Os britânicos estão diminuindo a frequência com que ficam em hotéis, trocando o carro pelo transporte público e evitando melhorias na casa para poupar dinheiro enquanto aumenta o temor com a recessão, indicaram nesta terça-feira dados de empresas que lidam com o consumidor.

MATT SCUFFHAM E PHILI, REUTERS

13 de dezembro de 2011 | 16h27

A economia da Grã-Bretanha cresceu pouco no ano passado, o desemprego subiu e o poder de compra foi reduzido pelo aumento nos preços, pelo aumento salarial moderado e pelas medidas de austeridade do governo.

A Whitbread tem demonstrado resiliência em meio à recessão econômica. Seus hotéis Premier Inn provaram-se populares com clientes em viagens de negócios e a lazer e sua rede Costa Coffee tem sido considerada um "luxo acessível".

A companhia, entretanto, relatou nesta terça-feira uma queda drástica no crescimento das vendas de ambos, atribuindo a desaceleração às perspectivas econômicas sombrias.

A Whitbread informou que está se concentrando em refeições com preços menores em seus restaurantes e bares, incluindo um bufê no Brewers Fayre por 5,99 libras e refeições por menos de 5 libras no Beefeater.

"Eu diria que isso é um reflexo do clima econômico geral", disse o diretor executivo, Andy Harrison, a jornalistas.

A avaliação desoladora coincidiu com um relatório do governo sobre compras de rua que diz que um terço das ruas de comércio britânicas está se degenerando ou indo mal e que, até 2014, menos de 40 por cento dos gastos do consumidor ocorrerão nas ruas comerciais.

"Estamos agora em um ponto de crise", disse a autora do relatório, a consultora sobre varejo Mary Portas.

"As taxas de vacância nos centros comerciais duplicaram nos últimos dois anos e, pela primeira vez na história, mais de 50 por cento do total de gastos do consumidor estão fora das principais ruas comerciais", afirmou ela.

Ela observou que uma em cada seis lojas está vaga e recomendou estimular a ocupação, relaxando as leis de planejamento e concedendo descontos do imposto sobre a propriedade às pequenas empresas.

Os varejistas britânicos registraram no mês passado a maior queda anual nas vendas comparáveis desde maio, enquanto os descontos não conseguiram atrair os consumidores no período que antecede o Natal.

O maior lojista de pisos da Grã-Bretanha, a Carpetright, que divulgou uma série de alertas sobre lucro, registrou nesta terça-feira seu pior resultado de primeiro semestre em seus 18 anos de história como companhia listada.

A empresa foi especialmente atingida pela estagnação no mercado de construção e pelos cortes nas grandes compras que podem ser adiadas.

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