Em resposta aos EUA, Moscou desiste de sistema antimísseis

Governo russo congela medidas para instalar base em Kaliningrado, enclave russo no Mar Báltico

Efe,

18 de setembro de 2009 | 09h32

 Rússia irá congelar as medidas de resposta militar que incluíam uma base de mísseis Iskander em Kaliningrado, enclave russo no Báltico, após a renúncia dos Estados Unidos ao projeto de escudo antimísseis na Europa, afirmou nesta sexta-feira, 18, uma fonte diplomático-militar russa, citada pela agência Interfax.

 

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"Em Moscou estudam as novas iniciativas americanos em matéria de defesa antimísseis (...) O conjunto de medidas que se planejava adotar em resposta ao desdobramento na Europa de elementos do escudo antimísseis será congelado e, possivelmente, descartado totalmente", explicou a fonte. Acrescentou que, além do desdobramento dos mísseis Iskander em Kaliningrado, Rússia examinava outras medidas de resposta de caráter militar.

 

Entre estas mencionou a base em Kaliningrado de bombardeiros Tu-22, capazes de levar armas nucleares. Em novembro do ano passado, o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, advertiu que desdobraria foguetes táticos em resposta à instalação do escudo antimísseis dos EUA na Europa do Leste.

 

Os sistemas móveis Iskander (SS-26 Stone, segundo a classificação da Otan) estão dotados de foguetes táticos com um alcance de entre 50 e 300 quilômetros e podem levar cargas de até 480 quilogramas.

 

O chefe do Kremlin e seu ministro da Defesa, Anatoli Serdiukov, tinham declarado em numerosas ocasiões que as ações de resposta russas seriam empreendidas unicamente no caso que Washington seguisse adiante com seus planos de montar seu escudo antimísseis na Europa do Leste.

 

Após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Medvedev propôs incluir a outros países europeus em um novo sistema contra a proliferação de mísseis e armas de destruição em massa. "Espero que coloquemos em acordo as correspondentes estruturas de ambos países (Rússia e EUA)para que se ative a cooperação para atrair aos europeus e outros países interessados", acrescentou o presidente russo.

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