Embaixador da França na ONU descarta ação militar na Síria

Diplomata afirma que todos os recursos políticos devem ser esgotados para tentar achar solução

Reuters

13 de dezembro de 2011 | 18h10

 

PARIS - O embaixador da França junto à ONU descartou na terça-feira, 13, o uso da força militar contra a Síria, ao menos por enquanto, dizendo que é preciso esgotar todos os recursos políticos para evitar que o Oriente Médio como um todo "pegue fogo".

 

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"Não é só com a situação humanitária que devemos nos preocupar, mas também com o risco de que a Síria mergulhe numa guerra civil, e que toda a região pegue fogo", disse Gerard Araud a um canal francês de TV. "Precisamos de uma situação política, e colocar pressão sobre o regime de Bashar Assad."

A Síria enfrenta desde março uma onda de protestos reprimida com dureza pelo governo. A França lidera os esforços ocidentais pela deposição de Assad, e propõe a criação de zonas de proteção aos civis. No começo do ano, Paris apoiou a intervenção militar da Otan que contribuiu para a derrubada de Muammar Gaddafi na Líbia.

Questionado sobre se a França e os EUA cogitam uma ação unilateral, ou oferecer treinamentos e armas ao grupo rebelde Exército Sírio Livre, Araud disse que "por enquanto, o que está em jogo é a ação da Liga Árabe". "Cada país tem um conjunto específico de circunstâncias. Houve a Líbia, mas a Síria é completamente diferente. Ninguém está pensando numa solução militar, porque os perigos seriam enormes para a região", completou 

O semanário francês Le Canard Enchaine disse em novembro, citando uma fonte da inteligência militar francesa, que forças especiais da França e Grã-Bretanha haviam estabelecido contato com soldados rebeldes sírios.

Na terça-feira, a chancelaria negou novos relatos de que forças especiais francesas estariam operando na Turquia ou no Líbano.

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