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'Enquanto vivermos, Kosovo é Sérvia', diz premiê

Enviado especial do 'Estado' relata invasão de pessoas a embaixada dos EUA, que deixou pelo menos um morto

Lourival Sant'Anna, enviado especial de O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2008 | 18h41

A indignação dos sérvios diante da proclamação da independência de Kosovo explodiu nesta quinta-feira, 21, em Belgrado, capital da Sérvia, numa manifestação que reuniu pelo menos 150 mil pessoas, segundo cálculos das agências internacionais. Inicialmente pacífica, a manifestação se tornou violenta quando centenas de pessoas invadiram a embaixada dos Estados Unidos, ateando fogo em várias partes do complexo, que estava fechado e sem segurança. Segundo agências internacionais, uma pessoa morreu e  88 pessoas ficaram feridas.  Veja também:Ouça o relato do enviado Lourival Sant'Anna Kosovo faz o mundo pisar em ovos  Entenda o que está em jogo em KosovoMapa: a disputa dos Bálcãs Veja lista de países que reconhecem a independência do Kosovo   O protesto foi encabeçado pelo próprio primeiro-ministro da Sérvia, Vojislav Kostunica. "Enquanto nós vivermos, Kosovo é Sérvia", disse o chefe de governo, num palanque montado em frente ao Parlamento.   "Há alguma outra nação da terra de quem estão exigindo que renuncie a sua identidade, que desista de seus irmãos em Kosovo?" A multidão respondeu: "Nunca desistiremos de Kosovo." Embora atualmente 90% dos 2 milhões de habitantes da ex-província sérvia sejam de etnia albanesa, Kosovo é considerado historicamente o "coração" da Sérvia, por ter sido uma cidade importante do Reino Sérvio durante a Idade Média. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, exortou as autoridades a controlar a situação. Os Estados Unidos, que no governo do ex-presidente Bill Clinton lideraram em 1999 a ofensiva da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra forças sérvias que reprimiam os albaneses étnicos em Kosovo, apressaram-se a reconhecer a independência da ex-província, aprovada no domingo pelo Parlamento. França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália e Turquia, entre outros, também já reconheceram. Os turcos governaram o território durante os impérios bizantino e otomano.  Texto atualizado às 19 horas Leia a reportagem na íntegra na edição desta sexta-feira, 22, de O Estado de S. Paulo.

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